Tapiramutá: Família denuncia morte de cachorro por envenenamento

O animal foi encontrado morto depois de oito dias desaparecido


Tribuna da Bahia, Salvador
14/11/2017 13:12 | Atualizado há 5 dias, 21 horas e 4 minutos

   
Foto: Arquivo pessoal

Por Cristina Villarino - Sucursal (Chapada) Tribuna da Bahia

A  família proprietária do cachorro da raça Pinscher, que atendia pelo nome de Rabito, morto de forma misteriosa no município de  Tapiramutá (BA), está revoltada com o crime. O cachorro de dois anos, pertencia a uma criança de oito anos, que de acordo com a família, está muito abalada depois que o seu  cachorro foi encontrado morto. A comerciante Lucimeire Silva conta que o cachorro escapou da residência há uma semana atrás, e foi visto dias depois caminhando pelas ruas.

Segundo informações da família, o cachorro tinha costume de sair, mais sempre retornava, o que não aconteceu da última vez. Com a demora, Rabito demorou e a família começou a procurá-lo. O cachorro foi visto nas imediações da localidade de Bringo, Zona Rural, na fazenda de um homem conhecido como Gilvan do Capim Branco.

“Várias pessoas me avisaram que o cachorro tinha sido visto na casa de Gilvan e eu fui pegá-lo, mas, infelizmente, encontrei o cachorro de minha filha morto no pasto, aparentemente morreu envenenado”, disse Lucimeire.

Moradores da cidade afirmaram que o cachorro Rabito era conhecido por seu temperamento muito tranquilo. "Ele era muito dócil com crianças, com as pessoas e com outros animais, a morte do cachorro foi um ato covarde e cruel. Acredito que ele queria ficar com o nosso cachorro a todo custo e para acabar com as provas de que o cachorro estava na casa dele, resolveu matar o nosso Rabito, o cachorro mais amoroso e feliz que já conhecemos, morto por envenenamento. Maltratar animais é crime, queremos justiça” desabafou Lucimeire.

"Ele era membro da família" 

Abalada com o crime, a família e amigos enterraram  o cachorrinho no último sábado (11).  Eu peguei ele ainda filhote, para minha filha. Ele era um membro da família, era nosso filho. É chocante ver que as pessoas podem fazer uma coisa horrível dessas", disse Jaime, pai da criança. 

A família registrou queixa na delegacia e a polícia deve ouvir as testemunhas.

Depois de registrar boletim de ocorrência contra o suspeito, o casal ainda contatou um Grupo de Proteção de Animais “Fiéis 4 Patas, da cidade de Ipirá.

Uma das representantes informou que já acionou a advogada vereadora Ana Rita Tavares de Salvador, especializada em crimes contra animais. “Os casos de maus tratos a animais, como também os envenenamentos, devem ser denunciados na Polícia Civil. A pena vai de três meses a um ano, prevista na lei de crime ambiental. “É muito importante que se registre o boletim de ocorrência. Feita a denúncia se inicia imediatamente um trabalho de investigação, que visa reunir o maior número possível de provas da materialidade do crime e do seu autor. Concluindo os trabalhos de investigação, é remetido para a Justiça para que o responsável pelo crime seja submetido à decisão judicial", afirma o Grupo Fiéis 4 Patas “Amigos de Verdade”.


Compartilhe       

 


TRIBUNA VIRTUAL



 

Notícias Relacionadas