Centrais sindicais cancelam greve geral

O cancelamento é mais um indício de que o governo pode continuar adiando o calendário de votação da reforma da Previdência


Tribuna da Bahia, Salvador
02/12/2017 08:55 | Atualizado há 15 dias, 7 horas e 33 minutos

   
Foto: Cris Faga/Fox Press Photo/Folhapress

As centrais sindicais decidiram, ontem, cancelar a greve geral convocada para o dia 5 de dezembro. O motivo, explicam, foi a decisão do governo de retirar da pauta a votação da reforma da Previdência na Câmara, originalmente agendada para o dia 6. O cancelamento da greve é mais um indício de que o governo pode continuar adiando o calendário de votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 para tentar angariar os 308 votos necessários à aprovação. "O governo não tem votos suficientes para aprovar a Reforma da Previdência e decidiu retirar a proposta da pauta", dizem as entidades sindicais em nota veiculada em seus respectivos sites. O documento é assinado por seis centrais sindicais (CUT, Força Sindical, UGT, CTB, Nova Central e CSB).

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, explicou que apenas a greve geral foi cancelada, mas que as centrais seguem mobilizadas e atentas à tramitação da matéria "Mais do que isso, (o adiamento da greve) aumenta a janela de tempo e nos dá mais condições de mobilizar categorias importantes para a greve."

A possibilidade de a pauta ser colocada em votação ainda em 2017 não foi refutada pelo sindicalista. "O governo ainda pode fazer seus movimentos, ir a campo e buscar votos do jeito que está fazendo: emenda aqui, emenda ali. É assim que ele vai negociando", explicou. No texto das centrais sindicais, no entanto, reforça que, caso o governo decida remarcar a votação, a greve também será remarcada. "Se marcar a votação, o Brasil vai parar!".


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