Janot: 'Ninguém se sente feliz dando imunidade a criminoso'

A declaração, se referindo a Joesley, foi dada nos Estados Unidos, onde Janot participou de evento no Woodrow Wilson Center


Tribuna da Bahia, Salvador
17/07/2017 14:02 | Atualizado há 5 dias, 10 horas e 34 minutos

   

O procurador-geral da República Rodrigo Janot disse na manhã de hoje (17), que "ninguém se sente feliz concedendo imunidade a criminoso, ninguém gosta disso". A declarção foi dada nos Estados Unidos, onde Janot participou de evento no Woodrow Wilson Center, no qual falou sobre o uso dos acordos de colaboração premiada na promoção de Justiça e do Estado de Direito no Brasil. Janot revelou os motivos que o levaram a aliviar plenamente a situação do empresário Joesley Batista, da JBS, que delatou o presidente Michel Temer como suposto beneficiário de propinas do grupo.

"A grande polêmica que se tem hoje no Brasil é a concessão de imunidades a pessoas ricas, que moram aqui em Nova York, não moram no Brasil já há algum tempo", disse Janot. "Essas pessoas (Joesley e outros executivos da JBS) procuraram agentes do Ministério Público para oferecer a possibilidade de um acordo penal. E envolviam altas, altíssimas autoridades da República."

Joesley gravou conversa com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu. O diálogo mostra que o empresário contou ao presidente práticas criminosas, inclusive o pagamento de mensalinho a um procurador da República, no caso, Ângelo Goulart, que está preso, e propinas de Eduardo Cunha - detido na Lava Jato desde outubro de 2016 - em troca do silêncio do ex-presidente da Câmara.


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