Achados e perdidos no metrô tem até ventilador e skate

Cerca de 1.500 objetos estão à espera do dono; tem livros, carteiras e documentos, além de cadeira de bar e luva de boxe


Tribuna da Bahia, Salvador
09/01/2018 10:30 | Atualizado há 13 dias, 6 horas e 26 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus

Por Jordânia Freitas

Cerca de 270 mil passageiros utilizam o metrô de Salvador diariamente. Assim como acontece  na rodoviária e aeroporto, o modal também vira ponto de esquecimento de objetos. Mas apesar de a CCR Metrô Bahia, concessionária responsável pelo sistema metroviário, emitir alertas sonoros nos trens e estações sobre a existência da Central de Achados e Perdidos, por lá 1.520 objetos continuam à espera do dono. Tem de tudo, desde livros, carteiras e documentos, até skate, ventilador, cadeira de bar e luva de boxe.

“Muitas vezes é esquecido dentro do trem. Aí outro usuário encontra e entrega para os agentes de atendimento e segurança. Apesar das informações estarem disponíveis, as pessoas acabam não se atentando que tem esse serviço no metrô e que pode encontrar aquele objeto que é importante para ela ou um documento que, às vezes, dá tanto trabalho para tirar depois”,  revela Hamilton Trindade, gestor de atendimento da CCR Metrô Bahia.

O setor de Achados e Perdidos está em funcionamento desde o início das operações do metrô, em 2014. Porém, o atual posto foi instalado na estação Acesso Norte em dezembro de 2016. Ele centraliza os objetos encontrados em todas as estações e terminais de ônibus operados pela CCR Metrô Bahia.

Hamilton Trindade conta que até uma muleta já foi catalogada no Achados e Perdidos. Guarda-chuva e carteira são os objetos mais perdidos pelos usuários, mas também tem dezenas de chaves, óculos de grau, roupas – algumas novas - , mochilas, brinquedos, nécessaires.

Conforme Trindade, por segurança, cartões bancários são destruídos por uma máquina trituradora que existe no local.  Já valores em dinheiro são armazenados em um cofre. Os objetos ficam no Achados e Perdidos por até 60 dias.

Depois desse prazo, o item que não tem valor ou é perecível é destruído na presença de testemunhas. Já os que podem ser aproveitados - como brinquedos, livros, dinheiro e roupas - são doados para instituições sociais indicadas pelo governo do estado.  A muleta, por exemplo, teve seu tempo de resgate expirado e foi levada para as Obras Sociais Irmã Dulce (OSID).

“Os objetos, quando encontrados,  ficam na estação por um período de 24h, se for dia útil. Se for fim de semana ele só é trazido para o achados e perdidos na segunda-feira ou primeiro dia útil depois disso”, explicou Trindade.

Ano passado, mais de 4 mil objetos foram entregues pela Central de Achados e Perdidos do metrô. Segundo a concessionária, a quantidade de itens encontrados dobrou após a inauguração da Estação Mussurunga e integração total com os ônibus. Com  28 km de extensão, o metrô possui 19 estações ativas e duas linhas.

Funcionamento

A Central de Achados e Perdidos funciona na Estação Acesso Norte, de segunda a sexta, das 8h às 18h, exceto feriados. Para reaver um objeto, é preciso apresentar documento de identificação e descrever as características do material perdido.

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