Raio Laser - 16/4 - Ponto forte

O ponto da pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial que mais chamava a atenção ontem era aquele relativo à aprovação, por 54% dos entrevistados, da prisão do ex-presidente Lula por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro


Tribuna da Bahia, Salvador
16/04/2018 08:37 | Atualizado há 6 dias, 8 horas e 13 minutos

   
Foto: André Dusek/Estadão

O ponto da pesquisa Datafolha sobre a sucessão presidencial que mais chamava a atenção ontem era aquele relativo à aprovação, por 54% dos entrevistados, da prisão do ex-presidente Lula por crime de corrupção passiva e lavagem de dinheiro depois do julgamento em segunda instância. São dados que não podem passar despercebidos nem dos apoiadores mais dedicados do ex-presidente. Não deixa de ser também um banho de água fria no fato de que Lula continue preferido por cerca de 31% do eleitorado para candidato a presidente. Como provado pela sondagem, a defesa da prisão de Lula como medida exemplar do Judiciário é maior entre aqueles que têm maior escolaridade e estão nas regiões Sul e Sudeste.

Fora

Com os índices com que apareceram ontem na pesquisa Datafolha, que oscilavam entre 1% a 2%, os petistas Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo, e Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, deixaram de figurar entre os chamados planos B do PT. Petistas já avaliam que o melhor será o partido apoiar alguém de fora da legenda se quiser não fazer feio na disputa, nem dar moleza para Geraldo Alckmin (PSDB) e Jair Bolsonaro (PSL).

Temor

Não é pequeno o temor no PR em relação a possíveis medidas retaliadoras que o governo do Estado pode tomar contra a legenda, que se aproximou imensamente do prefeito ACM Neto (DEM) nos dias que antecederam sua decisão de não concorrer ao governo do Estado. O partido não é dos mais bem aquinhoados na máquina estadual, mas tem a secretaria de Turismo e a Prodeb.

Dificuldade

Aliás, políticos governistas acham que uma das consequências da trapalhada em que o PR se meteu é a dificuldade de reeleição de José Carlos Araújo, que ficou sem os votos prometidos do lado de ACM Neto e não tem hoje compromisso da banda de Rui em apoiar seu projeto de se reeleger, além de enfrentar uma dura promessa do senador Otto Alencar (PSD) de dificultar sua vida eleitoral.

Movimento

Faltando um ano da eleição para a renovação do comando estadual do PT, quando Everaldo Anunciação, presidente por dois mandatos, estará impedido de se reeleger, lideranças petistas já começam a se movimentar. Um dos que já teriam manifestado interesse em concorrer é Jonas Paulo, que passou a ser visto de forma sistemática nos eventos petistas e foi um dos responsáveis pela organização da parte política do Fórum Social Mundial, em Salvador.

Apoios

Candidatos a deputados da base do governo ainda colhem frutos da desistência de ACM Neto (DEM) de concorrer ao governo, recebendo o apoio de prefeitos e lideranças políticas do interior que só aguardavam o posicionamento do democrata para decidir de que lado ficariam na campanha. O ex-secretário de Relações Institucionais, Josias Gomes (PT), e o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), que disputarão vagas na Câmara dos Deputados, estão vendo chover apoios em suas hortas.


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