Presidente da ABI faz aula inaugural para PMs

Convidado especial do coronel Anselmo Brandão, o jornalista Walter Pinheiro explicou o que é que faz o jornalista na sua lida diária


Tribuna da Bahia, Salvador
15/05/2018 13:10 | Atualizado há 11 dias, 13 horas e 2 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus

Por Lício Ferreira

O curso de Comunicação Social & Media Training, que a Policia Militar da Bahia está proporcionando para 35 oficiais, na sua quarta edição, começou nesta segunda-feira 14, no auditório do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS) com uma aula inaugural do presidente da Associação Bahiana de Imprensa (ABI) e também diretor-presidente da Tribuna da Bahia, jornalista Walter Pinheiro.

Abrindo os trabalhos, o comandante Geral, coronel Anselmo Brandão destacou que a grande dificuldade do momento da corporação é de Comunicação. E que os oficiais serão habilitados para informar melhor e enfrentar as redes sociais. “Senão, seremos tragados por elas”, resumiu. Disse, ainda, o coronel Brandão que a PM tem sido bombardeada diariamente, daí precisar de profissionais habilitados no seio da corporação, para atender rapidamente a esta demanda.

 Atualmente, a Polícia Militar do Estado cobre os 417 municípios baianos com 150 unidades. Em cada uma haverá um oficial qualificado para manter o diálogo aberto e profissional com a mídia local e regional. Para tanto, eles estão sendo capacitados com conteúdos programáticos em disciplinas necessárias, para aperfeiçoá-los na: Formação de opinião; Desenvolvimento do senso crítico; Análise acurada do atual sistema; e de Como lidar com as mídias sociais.

O curso de Comunicação Social & Media Training - que ora se inicia - tem 120 horas de carga horária e vai tratar didaticamente da: Gestão da Comunicação Social; Jornalismo e Assessoria de Imprensa; Comunicação e Comunicação Organizacional; Atividades de Relações Públicas; Comunicação Visual; Mídias Sociais; e Oratória e Porta-voz.

Especial  

Convidado especial do coronel Anselmo Brandão, o jornalista Walter Pinheiro discorreu de forma clara sobre conceitos e opiniões do papel da imprensa. Aos futuros multiplicadores da centenária corporação policial, explicou o quê é e o que faz o jornalista, na sua lida diária. “O primeiro objetivo de vocês é mentalizar que não estamos em lado adverso. E temos um objetivo comum: o de servir à sociedade”, destacou.

Pinheiro disse que ao jornalista cabe investigar os fatos; abordá-los com concisão; e divulgá-los com total seriedade.  “Mas, nem sempre a informação agrada a todos. Fato natural. Entretanto, mediante o diálogo e o entendimento, as relações entre as duas instituições podem florescer de forma respeitosa como deve ser”, pontuou. Citou ainda as boas relações que mantém com a corporação, desde 1989, quando recebeu a medalha General Argolo (Visconde de Itaparica).

Sobre Mídias Sociais, em especial, Walter Pinheiro defendeu a atuação de qualquer cidadão em atuar com base na liberdade de expressão e de imprensa. “A utilização do smartphone para divulgação das notícias tem a sua relevância. Às vezes, em que a ABI é acessada por alguém, que foi intimidada por gravar um vídeo de denúncia, nós buscamos imediatamente as autoridades competentes para solucionar a questão”, explica.

Opinião

Nos debates, que precederam a palestra do jornalista Walter Pinheiro,  os oficiais repercutiram o recente fato ocorrido, em Suzano, interior de São Paulo, quando uma policial à paisana, em defesa de alguns cidadãos, matou um marginal. “Vivemos, hoje, um verdadeiro ‘Big Brother’ como anunciava Marshall Mac Luhan, o comunicólogo. Neste fato, em especial, as câmeras de segurança foi que gravaram o ocorrido. Logo, em seguida, disseminado através das redes sociais. A notícia chegou depois aos sites e, posteriormente, atingiu os impressos”, esclareceu Pinheiro.    

O jornalista disse, também, que “hoje, mais do que nunca, o papel da Policia Militar é desafiador e complicado”.  E lembrou que os órgãos de comunicação têm buscado proteger aqueles que vestem a farda da corporação, defendendo-os contra os marginais. “A bandidagem não pensa duas vezes em tirar uma vida humana e, principalmente, a de um policial. Por isso, quando possível, resguardamos sua identidade. Citou como fato lamentável, as centenas de mortes de agentes públicos no Rio de Janeiro e São Paulo, que atinge a números elevados.

“A Imprensa sempre leva à população informações para que compreenda o papel da PM. Então, devemos continuar caminhando neste sentido: o do entrosamento. Faço questão de frisar, sempre, que não somos inimigos. E que se temos o dom de dialogar, porquê não utilizarmos desta ferramenta até as últimas conseqüências?”, questiona. E para finalizar acrescenta: “O direito de um começa onde o do outro termina”.

Além dos 35 alunos, participaram do encontro os oficiais: Sérgio Baqueiro, Gideon Araujo e Landulfo Andrade que compuseram a mesa.


Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas