Defesa de Ricardo Machado afirma que prisão é ilegal

O ex-prefeito da cidade de Santo Amaro (BA), Ricardo Machado (PT), foi preso ontem


Tribuna da Bahia, Salvador
16/05/2018 10:35 | Atualizado há 10 dias, 15 horas e 35 minutos

   
Foto: Mateus Pereira

Por Henrique Brinco

O ex-prefeito da cidade de Santo Amaro (BA), Ricardo Machado (PT), foi preso ontem. Ele estava com um mandado de prisão preventiva em aberto, expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado (TJ-BA). Ele ficou foragido por 12 dias. Essa é a segunda prisão em menos de cinco meses. Ele é acusado de desvio de dinheiro em contratos firmados pela prefeitura municipal. A defesa do petista considerou a prisão ilegal. “A defesa informa que, mesmo diante de liminar expedida pelo STJ, o Tribunal de Justiça da Bahia expediu ilegal mandado de prisão. Apesar de a ilegalidade ser gritante, o senhor Ricado Machado se apresentou mais uma vez espontaneamente para dar cumprimento à decisão, da qual já recorreu”, declarou a assessoria do advogado Gamil Göppel, em nota enviada à Tribuna.

O ex-prefeito foi um dos alvos da Operação Adsumus, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia, em 2017. Segundo a Justiça, ele é suspeito de fazer parte de um esquema que desviou mais de R$ 20 milhões, entre os anos de 2013 e 2016, quando era gestor da prefeitura. Ele já havia sido preso em dezembro do ano passado, mas foi solto sete dias depois, após habeas corpus. O ex-prefeito foi alvo de um dos oito mandados de condução coercitiva da 5ª fase da Operação Adsumus, em julho do ano passado. Ele foi preso na 6ª fase da operação. A investigação apurou que o esquema ilícito funcionava por meio de três núcleos empresariais que recebiam da prefeitura de Santo Amaro valores para realizar obras públicas, fornecer material de construção e alugar maquinário. 

A Polícia Federal diz ainda que foi constatado que parte das obras contratadas era realizada por servidores da própria prefeitura, que assim absorviam parte dos custos e possibilitavam o desvio do dinheiro. As investigações também descobriram que, para além das empresas responsáveis por obras, a participação de empresários de postos de gasolina e da área de entretenimento no esquema. 

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