PSB baiano evita falar sobre aliança DEM e Ciro

Lídice da Mata evitou comentar a articulação do presidenciável Ciro Gomes para firmar uma aliança com o Democratas


Tribuna da Bahia, Salvador
13/06/2018 07:50 | Atualizado há 11 dias, 5 horas e 54 minutos

   

Por Rodrigo Daniel Silva

Presidente do PSB na Bahia e integrante da Executiva nacional do partido, a senadora Lídice da Mata evitou, ontem, comentar a articulação do presidenciável Ciro Gomes (PDT) para firmar uma aliança com o Democratas. A socialista baiana disse que só vai falar sobre o assunto após a decisão do pedetista. “Não comento especulações”, ressaltou, em nota enviada à Tribuna. Segundo a imprensa nacional, o irmão do pré-candidato a presidente, Cid Gomes (PDT), terá uma reunião hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), que também é presidenciável, para tentar fechar um acordo com os democratas.  Haveria um encontro entre o próprio Ciro Gomes e o chefe do Legislativo, mas teria sido cancelado após uma fala do pré-candidato do PDT.

Em entrevista na Argentina, Ciro deu uma declaração polêmica sobre o partido de Maia. “Minha prioridade são o PSB e o PCdoB. Se isso ocorrer, posso avançar em partidos do centro à direita, como PP e DEM, porque a hegemonia moral e intelectual do rumo estará afirmada”, afirmou. Presidente nacional do Democratas, ACM Neto, no entanto, minimizou a fala. “Acho que a declaração foi descontextualizada. Eu, inclusive, recebi no próprio sábado telefonemas de pessoas ligadas ao partido do pré-candidato Ciro para esclarecer que o contexto não era aquele. Então, eu repito: Não vou ficar levando em consideração o que se debate na imprensa”, pontuou. Ontem, o presidente do PCdoB na Bahia, Davidson Magalhães, disse que “não via problema” na aproximação de Ciro Gomes com o DEM, mas negou que os comunistas articulam para fechar com o presidenciável. Segundo o baiano, a sua sigla mantém a pré-candidatura de Manuela D’Ávila ao Palácio do Planalto.

“[Ciro] está tentando viabilizar uma aliança ampla. Eu entendo o motivo de ele estar fazendo isso. Não estou dizendo se é boa ou ruim, mas entendo a movimentação para ampliar a aliança. Se formar uma aliança ampla é importante para estabilizar o país. O problema é qual vai ser a composição do programa defendido por ele”, afirmou o comunista, em entrevista à Tribuna. Para Davidson, um acordo entre Ciro Gomes e o DEM pode “sepultar” a candidatura do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), à Presidência.  “Isso é uma grande consequência do golpe [impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff]. O principal partido capitaneado do golpe, agora, está sendo alijado do processo eleitoral até o momento”, analisou. 

Maia diz manter pré-candidatura

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), disse, ontem, que mantém a sua candidatura ao Palácio do Planalto. Segundo ele, a decisão sobre desistir precisa ser tomada de forma “cuidadosa”. “Eu, como presidente da Câmara, disse a ACM Neto que a minha posição tinha que ser cuidadosa. […] Não estou retirando minha pré-candidatura, mas a minha prioridade é a estabilização. Não cabe ao presidente da Câmara contribuir para instabilidade agora. Estamos dialogando. Como um dia vale por um ano, não sabemos o que vai acontecer no fim do mês”, pontuou, em entrevista à rádio Metrópole.

Anteontem, o presidente nacional do Democratas, ACM Neto, não descartou a possibilidade de Maia desistir da candidatura para o partido apoiar um projeto que pense no “futuro do Brasil”. Maia apostou, ainda, que só quatro nomes vão disputar o Palácio do Planalto “para valer”, apesar 19 postulantes almejarem o cargo atualmente. “Vão sobrar uns quatro nomes para valer. O importante é que se garanta o que a gente acredita”, afirmou, ao criticar que apenas alguns segmentos da sociedade têm tido prioridade na política. 

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