Henrique Meirelles descarta união do centro

Presidenciável disse que chapa única que reúna centro político não ocorre no início da eleição


Tribuna da Bahia, Salvador
13/06/2018 08:01 | Atualizado há 11 dias, 5 horas e 44 minutos

   
Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao Planalto pelo MDB, Henrique Meirelles , afirmou que a eventual formação de uma chapa única que reúna o centro político para a corrida presidencial deste ano é "algo que vai acontecer no devido tempo", e não no início do processo eleitoral. A declaração foi dada durante entrevista para o programa Roda Viva , na noite de anteontem na TV Cultura. "Durante o processo eleitoral, os eleitores vão selecionando suas alternativas e isso vai levar naturalmente a uma convergência. E acho isso natural", disse. Questionado se isso seria uma sinalização de que ele poderá desistir da candidatura para apoiar um candidato de centro, Meirelles disse que, durante a campanha, as "possibilidades reais" de cada candidato serão avaliadas.

No último Datafolha, divulgado no domingo , 10, Meirelles aparece no máximo com 1% das intenções de voto. Para justificar o resultado ruim, Meirelles argumentou que é pouco conhecido no País. "Mas as pessoas que me conhecem votam em mim", disse. Segundo o emedebista, pesquisas qualitativas feitas por ele mostram que em grupos selecionados o porcentual de intenção de voto cresce após os eleitores serem apresentados ao candidato. "O porcentual de intenção de votos entre aqueles que não me conheciam antes e passam a me conhecer passa a ser elevado, superior a 20%." O pré-candidato disse também que aposta na sua capacidade de chegar ao segundo turno da disputa com base nesses números. Meirelles foi confrontado sobre ser ou não o candidato do atual governo Michel Temer, que tem amargado elevados índices de rejeição. Ele afirmou apenas representar apenas as conquistas econômicas da gestão, como a PEC do teto dos gastos, a reforma trabalhista, entre outros.

Meirelles defendeu a política econômica e atribuiu a piora recente de desempenho a outros candidatos. “Alguns candidatos de esquerda e direita têm propostas que assustam o mercado e os consumidores. Isso prejudica a economia do País”, afirmou. Ele citou nominalmente Ciro Gomes e Jair Bolsonaro como candidatos com proposta que “desestabilizariam o país”.

Repercussão - No Planalto e altos setores do MDB, a avaliação é de que a performance de Henrique Meirelles no Roda Viva, segundo o Radar, da revista Veja. Na opinião dos caciques, faltou um posicionamento político mais corajoso. Meirelles não confrontou as ideias de Jair Bolsonaro (PSL), tampouco de Ciro Gomes (PDT). Para piorar, mesmo quem gosta de Meirelles tem dito que ele passa despercebido no cenário eleitoral.

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