Rui Costa defende CPMF para rastrear crime organizado

Petista quer que reforma tributária proteja os mais necessitados

Tribuna da Bahia, Salvador
04/08/2020 10:32 | Atualizado há 53 minutos

   
Foto: Fernando Vivas / GOVBA

Por: Henrique Brinco


O governador Rui Costa (PT) defendeu a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) para rastrear o crime organizado. O baiano concedeu uma entrevista à Rádio Bandeirantes de São Paulo, na manhã de ontem. Questionado sobre a proposta, o petista posicionou defendendo um modelo em que seja cobrada uma tarifa irrisória por transação, que tenha a função de rastreamento do recurso.

"Esse é um debate longo e eu me somo àqueles que indicam essa arrecadação não como uma forma exatamente de garantir a arrecadação e a sustentação de estados, municípios e União, mas sim como um bom formato para um percentual muito pequeno de controle das organizações criminosas. O crime organizado no mundo inteiro utiliza o sistema financeiro para fazer essas movimentações. Então, ela teria muito mais a função de controlar esse movimento para garantir o rastreamento de dinheiro. Sob a ótica da arrecadação, não sou favorável, porque ela é um tributo cumulativo e que tem um peso grande no sistema produtivo", avaliou.

Rui defendeu que a reforma tributária em discussão no Brasil proteja os mais necessitados e cobre proporcionalmente mais impostos aos mais ricos, a exemplo do que acontece em outras grandes nações do planeta.

"A reforma tributária é um tema em que todos têm uniformidade ao afirmar que a desejam. O problema mora nos detalhes: qual é a reforma que será feita? O grande problema do Brasil é que nós temos um imposto reverso. Ou seja, Robin Hood ao contrário. No Brasil, quem paga proporcionalmente mais imposto são os pobres porque o imposto é centrado no consumo, enquanto outras nações do mundo concentram a arrecadação na fonte de renda - quanto mais patrimônio a pessoa tiver, mais paga imposto. No Brasil é exatamente o contrário", declarou, defendendo uma reforma que traga justiça social.

AL-BA pacificada

Rui também falou sobre a articulação política do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Nelson Leal (PP), que busca a reeleição. Ele trabalha para a derrubada da PEC, de autoria de Adolfo Menezes (PSD), que impede a reeleição na Casa. "Sim, houve (a reunião) e graças a Deus todo mundo 'fumou'...não vou dizer 'fumou' pois sou contra o fumo, mas tomou um refresco de maracujá, foi tudo pacificado", revelou, afirmando que nesta semana eles devem se pronunciar sobre o caso.

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