Dinheiro de plástico: Cartão pré-pago aquece o mercado

Modalidade de crédito oferece muitas vantagens para o consumidor


Tribuna da Bahia, Salvador
12/09/2018 10:59 | Atualizado há 8 dias, 14 horas e 42 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Lício Ferreira

Um dos mercados que mais cresce no Brasil é o de cartões de crédito e cartões pré-pagos. No momento, circula, em todo o país, cerca de 648 milhões de dinheiro de plásticos, o que dá uma média superior a três cartões por habitante. 

Cerca de 60% do consumo das famílias ainda é feito com dinheiro em espécie e 25% com cartão. Embora, boa parte do público brasileiro considere o cartão como forma de pagamento “mais segura, mais cômoda e mais limpa”, em relação ao dinheiro. 

Nos últimos dez anos, o volume de pagamentos eletrônicos aumentou consideravelmente em todo o país. Atingiu a 576% e alcançou 542 bilhões de reais. A cada três ou quatro anos, o total de recursos movimentados via cartões dobra.

Crescimento

Para o diretor executivo da Abecs, Ricardo de Barros Vieira, o pré-pago só está começando a crescer. “O cartão pré-pago é um excelente instrumento de inclusão financeira, que oferece ao consumidor segurança, conveniência e maior controle financeiro, permitindo inclusive compras pela internet.” E acrescenta: os cartões pré-pagos já respondem por 34% do consumo das famílias e  o valor movimentado em 2017 foi de R$ 1,36 trilhão”.

Desde que foi regulamentado pelo Banco Central, em 2013, o mercado de cartões pré-pagos vem crescendo e ganhando mais adeptos a cada ano. Esta aceitação deve-se à facilidade em obtê-lo. Normalmente, o usuário precisa apenas cadastrar o CPF, o que ajuda na inclusão financeira. 

O meio de pagamento é também uma alternativa para empresas que têm funcionários que efetuam gastos corporativos ou para campanhas promocionais e recompensas financeiras. 

De acordo com o executivo da Abecs, “o cartão pré-pago começou a demonstrar diversas utilidades e capacidade de se moldar aos mais variados nichos de mercado. Então, as empresas que usavam apenas para benefícios de refeição e alimentação, por exemplo, começam a adequar o plástico às despesas administrativas e gastos corporativos”. 

Aceitação

Porém, esta aceitação cresce devido às vantagens por ele oferecidas: É um cartão recarregável e não exige análise de crédito ou burocracias. Para muitos ter um cartão pré-pago, hoje, é ficar livre de faturas e dívidas intermináveis no final do mês. 

Eles funcionam de forma muito fácil. O portador carrega um valor em dinheiro, que será usado para saques, compras e pagamentos de serviços. A cada débito, o valor diminui até que o saldo acaba.  A frequência e o valor em dinheiro, a ser carregado, é uma decisão do portador.

Sua utilização também é ideal para quem não tem como comprovar renda ou tem dificuldade para se controlar financeiramente e para pais que dão mesadas aos filhos. Atualmente, existem dois tipos de pré-pago: um para uso em território nacional, carregado em reais; outro para viagens internacionais que pode ser carregado em moeda estrangeira e usado fora do país.

Os cuidados na aquisição de um cartão pré-pago são dois: a escolha da bandeira, optando por uma que seja mais aceita na maioria dos estabelecimentos; e lembrar que essa modalidade funciona apenas como dinheiro. No aluguel de carros em viagens internacionais, por exemplo, é preciso ter um cartão de crédito.

Especialistas apontam como maior gargalo de crescimento do cartão pré-pago, a questão da recarga. As opções existentes são poucas e caras para o público-alvo. O portador ou recarrega com boleto bancário - que demora dois dias para ser compensado, custa caro e requer a ida a uma agência - ou por transferência bancária pela internet. Tem ainda as alternativas via cartões de crédito. Mas, esta é mais usada por quem carrega um cartão desses para o filho, ou então para um funcionário.

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