Mercado de produtos eróticos está em alta

O Brasil comercializa 10 milhões de cosméticos eróticos ao mês, e este ano, houve um crescimento em torno de 15% nas vendas, quando comparado com igual período de 2017


Tribuna da Bahia, Salvador
12/09/2018 12:13 | Atualizado há 27 dias, 18 horas e 46 minutos

   
Foto: Reprodução/Gustavo Stephan/O Globo

Por Jordânia Freitas

A crise passou longe do mercado de produtos eróticos brasileiro. Apesar do momento de recuperação econômica, algumas empresas do setor vêm mantendo a atividade em alta e registram crescimento nas vendas. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas do Mercado Erótico (Abeme), o segmento está aquecido em todo o país e, na Bahia, o cenário não é diferente, sobretudo graças à venda de cosméticos.

O Brasil comercializa 10 milhões de cosméticos eróticos ao mês, e este ano, houve um crescimento em torno de 15% nas vendas, quando comparado com igual período de 2017. Uma das empresas do setor, a Hot Bahia, uma das maiores distribuidoras de produtos eróticos e sensuais do estado, situada no Iguatemi, em Salvador, registrou crescimento de 14,2% nas vendas no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com Ive Maciel, sócia da Hot Bahia, a empresa distribui produtos para cerca de 1,6 mil vendedores atualmente, entre lojistas e revendedores independentes.  “Não tivemos queda no número de cadastros. E tivemos um excelente Dia dos Namorados, com reposição de produtos no mês de junho para os lojistas, coisa que não acontecia há alguns anos”, contou a empresária, sem revelar o faturamento.

Diante da boa fase, Ive conta que foi preciso contratar funcionários para trabalhar externamente fazendo captação de novos revendedores.  Os cosméticos lideram a lista de itens eróticos mais vendidos. Gel comestível com sabor e função de gelar ou aquecer é o produto número 1 do ranking. Em seguida vêm os cosméticos com função de reduzir o  canal vaginal, retardante masculino e dessensibilizante anal. Dentre os acessórios mais procurados pelos clientes estão os vibradores, cápsulas vibratórias e as fantasias. 

Comércio

Cibele Brito, proprietária da  Desejos Atacado, situada na Avenida Joana Angélica, diz que as vendas já foram melhores. Entre 2010 e 2016, ela afirma que chegava a faturar R$140 mil por mês. Depois disso, o movimento caiu e a loja teve que ser, inclusive, remanejada para um local menor e com aluguel mais barato.  Mesmo assim, Cibele acredita que o setor tem se recuperado.

No varejo, a loja vende atualmente cerca de 50 itens por dia. Já no atacado, o número sobe para 100. Os preços variam de R$15,99, valor de um dado erótico com posições sexuais, até R$599, custo de um vibrador unissex sofisticado.

Novidade

Uma das novidades do momento e que está fazendo sucesso na loja é um plug anal que simula a cauda de uma raposa. Porém, os óleos ainda são os produtos mais procurados. Mulheres são as clientes mais frequentes, embora os vendedores revelem que homens e casais também costumam fazer compras no local.  “Nós vendemos um cenário, um sonho, sensações e emoções. Não é só um produto que está envolvido”, afirmou Ive Maciel. 

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