Diego Cerri avalia desempenho do sub-23 e comenta destino de atletas

Diretor do Bahia comenta que seis jogadores estão integrados ao elenco profissional


Tribuna da Bahia, Salvador
12/09/2018 13:37 | Atualizado há 8 dias, 11 horas e 36 minutos

   
Foto: Ramires disputou o Campeonato Brasileiro de Aspirantes e agora está entre os profissionais do Bahia — Foto: Felipe Oliveira / Divulgação / EC Bahi

A eliminação na primeira fase do Campeonato Brasileiro de Aspirantes interrompeu de forma precoce a sequência do projeto sub-23 do Bahia em 2018. O empate sem gols com o Grêmio, no fim de agosto, encerrou a temporada para a categoria. Foram oito partidas realizadas, com um aproveitamento de 37%, que inclui dois triunfos, três empates e três derrotas. O Tricolor finalizou a competição com o 5º lugar do Grupo B. Com nove pontos, foi superado por Coritiba, Santos, Internacional e Chapecoense.

Responsável por anunciar a participação do Bahia no Campeonato Brasileiro de Aspirantes, em discurso realizado no início do ano, Diego Cerri recebeu o GloboEsporte.com no Fazendão para avaliar o saldo final do projeto no primeiro ano de implantação. Apesar do resultado em campo ter ficado aquém do esperado, o dirigente afirma que gostou do que foi produzido, principalmente por ter conseguido uma maior integração entre os jovens em formação e o elenco profissional do clube.

- Achei que foi uma campanha digna, mas não atingimos o objetivo, que era classificar para a segunda fase. Era um dos objetivos. A gente tinha como objetivo classificar para proporcionar mais jogos para nossa equipe, para que os jogadores tivessem mais tempo de mostrar seu valor e se desenvolver dentro do clube, para posteriormente a gente definir sobre a utilização no profissional. O sub-23 é uma transição para o profissional. O resultado era importante, um dos objetivos, mas não era tudo. Não era só o resultado da competição em si. A gente queria uma avaliação de alguns jogadores, mesmo chegando a decisão de que determinados jogadores não teriam condições de subir para o profissional. Já é uma decisão. É um caminho para tomar essa decisão.

Sem um calendário para comportar a categoria, os jogadores foram divididos. Os que não completaram 20 anos passaram a treinar com os juniores. O goleiro Fernando, os zagueiros Ignácio e Jaques, o volante Lepu, e os meias Felipinho e Ramires estão efetivados entre os profissionais. Alguns já deixaram o Fazendão, enquanto outros aguardam por uma definição acerca do futuro.

Cerri conta que outros jogadores podem subir para o profissional nos próximos dias. O clube também pode efetivar novas saídas, seja por empréstimo ou em definitivo.

- Provavelmente a gente tenha até mais um ou dois incorporados ao profissional daqui a pouco. Estamos analisando, observando um pouco. Talvez a gente puxe. Tem jogadores que não conseguiram cavar espaço ainda. Os que tem idade vão seguir programação de juniores. Os que não tem, sempre vai acontecer dois ou três casos assim, vamos avaliar direito o que fazer, alguns tem mercado em outras divisões ou fora do país. São ativos do clube que a gente pode através de negociação gerar recurso financeiro.

Futuro da categoria

Apesar de não ter obtido sucesso, o sub-23 do Bahia não deve ser extinto. O clube deve manter a categoria para voltar a disputar o Campeonato Brasileiro de Aspirantes em 2019. A ideia é aproveitar o projeto para observar jovens atletas disponíveis no mercado e dar rodagem para os jogadores formados no clube.

- Acho importante ter isso, ter mais tempo para trabalhar essa categoria. É uma transição para o profissional. Não são todos atletas que estão prontos antes dos 20 anos. A gente pode emprestar o atleta para ganhar maturidade, experiência, em outras equipes, ou ter um processo como esse dentro do próprio clube, de subir um pouco antes os jogadores para ter desafios maiores, quando tem capacidade para isso, depois incorporar no sub-23 e chegar, no momento certo, ao profissional.

O meia Ramires, que estreou como profissional no triunfo por 2 a 0 sobre o Sport, no Campeonato Brasileiro, é citado por Cerri para abordar os fatores positivos proporcionados pelo Sub-23. O jogador de 18 anos participou de todos os oito jogos do Bahia no Sub-23 e ganhou elogios da torcida ao atuar na Série A.

- A gente tem Ramires que chegou a jogar. Já havia feito no ano passado um pedido para a comissão técnica do sub-20 para trazer Ramires e Dimitri, que estavam se destacando no juvenil, para jogar junto com os juniores. Isso deu bagagem para eles. O fato do Ramires atuar no Sub-23 deu mais bagagem, mais um passo importante, e Enderson teve a coragem de colocar ele no jogo, ele foi muito bem. Exemplo que cito por ser um garoto jovem, completou 18 anos recentemente. Se tivesse seguido essa programação de juvenil, e agora só de juniores, talvez não chegasse onde chegou – avaliou o diretor.

Mas alguns não tiveram a mesma sorte. Emprestado pelo Palmeiras, Joílson deixou o Fazendão logo após o Brasileiro de Aspirantes. Contratados especificamente para o Sub-23, os atacantes Fernandinho, Ítalo e Rodrigo estão sob observação.

- Alguns já saíram. O Luís, atacante, Joílson, alguns jogadores saíram. Outros estão treinando no juniores, tem idade de júnior. Tem alguns atletas que já eram nossos no último ano de júnior que pode ser que subam. Tem uns treinando no juniores que não estão integrados, estão no momento de definição do que será feito. Rodrigo, Fernandinho, Ítalo, são esses jogadores que estouraram a idade e estamos decidindo o que será feito. Capaz que um deles suba. Capaz de que um atleta nascido em 98 suba também.

Enquanto o Bahia pensa a categoria sub-23 para a temporada 2019, o Campeonato Brasileiro de Aspirantes segue em sua segunda fase. Oito times divididos em dois quadrangulares se enfrentam em partidas de ida e volta até outubro. Os dois melhores de cada grupo se enfrentam em semifinais para definir os dois finalistas que decidirão o título da competição. Do GE Bahia

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