Raio Laser - 21/9 - Ao povo brasileiro

A carta ao povo brasileiro redigida e divulgada ontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conclamando a classe política a se unir para evitar o confronto de extremos na eleição foi considerada uma prova de que, de fato, a situação do país


Tribuna da Bahia, Salvador
21/09/2018 10:13 | Atualizado há 29 dias, 15 horas e 0 minutos

   
Foto: Fábio Motta/Estadão

A carta ao povo brasileiro redigida e divulgada ontem pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) conclamando a classe política a se unir para evitar o confronto de extremos na eleição foi considerada uma prova de que, de fato, a situação do país é preocupante e as candidaturas de Jair Bolsonaro, pelo PSL, e de Fernando Haddad, pelo PT, estão longe de pacificar a Nação nesta campanha e de muito menos devolvê-la ao leito da normalidade, se um dos dois for eleito. Pelo tom do documento, cheio de alertas para os riscos de aprofundamento da crise se a escolha do povo brasileiro recair sobre um dos dois, FHC não pensa que Geraldo Alckmin, do PSDB, é a solução, mas alguém que consiga agregar mais do que dividir neste momento.


Orai!


A decisão médica de colocar um dreno para liberar líquido do intestino do candidato Jair Bolsonaro (PSL) voltou a deixar seus apoiadores na Bahia profundamente preocupados com ele. Apesar de a equipe médica que o assiste dizer que a intervenção não passa de um procedimento comum, correligionários do candidato prometeram intensificar as orações pelo presidenciável.

 

Sem cara


Um deputado estadual da base do governo Rui Costa (PT) dizia ontem que o resultado da pesquisa Ibope que colocou o governador com 60% das intenções de voto e José Ronaldo, do DEM, com 8%, deve-se principalmente ao fato de o democrata não ter cara de oposição. "Zé Ronaldo é homem muito fino e educado, era necessário alguém mais aguerrido para fazer o confronto com Rui", disse à coluna.


Mobilização


A determinação do grupo de José Ronaldo (DEM) em fazer um ato de "responsa" para Geraldo Alckmin, hoje, na Bahia, é tão grande que chefes de órgãos municipais percorreram salas ontem pedindo a funcionários que não deixassem de comparecer ao ato, previsto para começar às 16h, no Centro Histórico de Salvador. A alegação era de que Alckmin é o melhor candidato para evitar a radicalização política no país.

 

Segundo voto


Quem revelou anteontem, num comício em Mata de São João, cidade que já governou por duas vezes, que não perdoou a traição de Irmão Lázaro e do PSC com os partidos que apóiam José Ronaldo (DEM) foi o deputado federal João Gualberto (PSDB). Em discurso, ele anunciou voto em Jutahy Magalhães Jr., do seu partido, e em Celsinho Cotrim (PSL), para o Senado. Lázaro rompeu um acordo pelo qual o PSC faria um chapão com os partidos da base de José Ronaldo.

 

Não merece


Jaques Wagner pediu aos responsáveis por sua propaganda para fazer o que for necessário no sentido de garantir a eleição de Angelo Coronel (PSD) ao Senado ao seu lado. Disse que a Bahia não pode permitir que um candidato evangélico que ainda por cima faz campanha para Jair Bolsonaro possa ocupar a segunda vaga a que o Estado tem direito no Senado. "A Bahia não merece isso", declarou.

 

 

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