Servidores fazem novas manifestações contra pacote de Rui

Sindicatos protestaram ontem na Assembleia Legislativa contra medidas impopulares do governador Rui Costa


Tribuna da Bahia, Salvador
07/12/2018 10:04 | Atualizado há 12 dias, 18 horas e 41 minutos

   
Foto: BNews/Adenilson Nunes

Por Henrique Brinco

O polêmico pacote de medidas de austeridade fiscal enviado pelo governador Rui Costa (PT) para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) continua rendendo protestos. Ontem foi realizada uma grande mobilização organizada pela APLB-Sindicato, Sindsaúde, Sindsefaz, Sinpojud, entre outros, com a participação de entidades e representantes de várias outras categorias de servidores estaduais. Um dos pontos mais polêmicos do pacote é o aumento da alíquota da Previdência Social, de 12% para 14%.  O professor Rui Oliveira, presidente da APLB, afirmou que a entidade mobiliza a categoria para uma paralisação geral nos próximos dias 10 e 11 de dezembro (segunda  e terça da semana que vem). "Nós fizemos uma grande manifestação aqui na Assembleia Legislativa. Como tinha um projeto sobrestando a pauta, ele deveria ser votado. A oposição pediu vista e suspendeu a sessão", disse. Segundo o sindicalista, os demais sindicatos ainda decidirão se irão ou não aderir ao movimento paradista da semana que vem. "Nós estamos convocando todas as categorias do funcionalismo público para se mobilizarem. Nós da APLB estamos recomendando parar a rede estadual na segunda e terça, com atos durante a tarde aqui", completou.

Um projeto de lei do Executivo sobre a remissão de créditos tributários e a reinstituição dos benefícios fiscais, que seria votado ontem, acabou sendo adiado após pedido de vista da oposição. O grupo adversário de Rui Costa está engajado em obstruir a votação do pacote.

A vereadora Aladilce Souza (PCdoB), diretora do Sindsaúde, sugeriu que o governador convoque uma mesa de negociação e converse com os segmentos para buscar outras alternativas para preservar o poder de compra dos salários. "Espero que o governador chame o conjunto das entidades sindicais para conversar. É uma medida extrema essa de aumentar a alíquota. Nós sabemos que há dificuldades nas contas do governo, mas é preciso discutir com as categorias porque são quatro anos sem reajuste. O poder de compra vem sendo corroído porque todos os preços são corrigidos pela inflação e os salários não foram. Então, foi uma redução da remuneração, em vez de uma correção que todo o trabalhador espera", criticou a correligionária do chefe do Palácio de Ondina.

A comunista também criticou a pouca quantidade de concursos públicos e o modelo de contratação via Regime Especial de Direito Administrativo. "Essa questão do déficit da Previdência está relacionada com a falta de recurso público. Acho que é preciso que o governo repense essa política de terceirização dos serviços públicos. O terceirizado não contribui para a previdência própria, e sim para a geral. Você também tem o Reda que também não contribui. A maioria do pessoal hoje é contratado através de Reda e terceirizados".

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