Luiza Maia diz que está apreensiva com o governo de Jair Bolsonaro

Para ela, é possível que na gestão do capitão reformado a Bahia seja retaliada


Tribuna da Bahia, Salvador
07/12/2018 10:18 | Atualizado há 12 dias, 18 horas e 20 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Rodrigo Daniel Silva

A secretária estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE) e deputada estadual Luiza Maia (PT) disse que está “apreensiva” com o governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), que inicia no dia 1º de janeiro. Para ela, é possível que na gestão do capitão reformado a Bahia seja retaliada.   “Isso já está acontecendo desde agora, no governo Temer. Estou apreensiva com o que pode acontecer na Bahia. [No governo Lula], não foi só o pobre e o nordestino que ganhou dinheiro. Muitos banqueiros ganharam dinheiro. Ele é um cara que sabe dialogar”, afirmou, em entrevista à Rádio Câmara Salvador. Reeleito, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse que espera uma postura constitucional do presidente eleito. “Espero que todos os governadores sejam tratados conforme a Constituição”, disse, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo no mês passado. O chefe do Palácio de Ondina salientou, ainda, que a eleição acabou e o momento é de dialogar para o bem do país.

Para Luiza Maia, a democracia brasileira corre risco no governo Bolsonaro, por causa do “discurso de ódio e de um falso moralismo” do futuro chefe do Palácio do Planalto. “O Brasil corre risco, a democracia também e Bolsonaro representa a decadência da política no Brasil”, criticou. Luiza Maia, que decidiu não ser candidata à reeleição, fez mea culpa e disse que o PT tem “grande parcela de culpa no triunfo de Bolsonaro”.  “Porque o partido teve muitos anos no poder e só quem mandava era quem tinha dinheiro. Por isso a política virou um caos, Bolsonaro se aproveitou dessa situação, levantando esse discurso contra corrupção e antipetista e ganhou com isso. O novo ministro da Justiça Sérgio Moro é um agente americano no Brasil. A mídia também contribuiu para esse processo”, afirmou.

A secretária defendeu que o próximo governo faça uma reforma tributária. “Se esse país não fizer uma reforma tributária, vai ser duro, dinheiro tem. Se você tiver a capacidade de fazer um projeto sério, ótimo. A dificuldade é a liberação desse dinheiro”, afirmou. A petista defendeu, ainda, o seu projeto de lei “antibaixaria”.  “Todos nós, gostamos de música, cada um de um ritmo musical. A questão não é o ritmo, é a letra. Eu não tenho nada contra o pagode. Disseram para mim que eu estava contra a ‘música de preto’. Claro que não, eu sou pagodeira”, ressaltou. 

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