Bolsa Família corta 44 mil benefícios na Bahia

O corte está relacionado aos procedimentos de averiguação e revisão cadastrais, fiscalização, desligamentos voluntários, descumprimento de condicionalidades ou superação das condições necessárias para a permanência no programa social


Tribuna da Bahia, Salvador
30/01/2019 15:06 | Atualizado há 13 dias, 16 horas e 40 minutos

   

Por Jordânia Freitas

O balanço do programa Bolsa Família do primeiro mês de 2019 aponta que houve redução no número de famílias beneficiadas na Bahia. De acordo com o Ministério da Cidadania, 44 mil benefícios foram cortados no estado, na comparação com dezembro de 2018. O corte, segundo a pasta, está relacionado aos procedimentos de averiguação e revisão cadastrais, fiscalização, desligamentos voluntários, descumprimento de condicionalidades ou superação das condições necessárias para a permanência no programa social. 

“Estes movimentos de entrada e saída de famílias é que fazem com que o total da folha de pagamentos do Programa nunca seja o mesmo quando comparado mensalmente”, explicou o Ministério, por meio de nota.

Dentre as condicionantes para fazer parte do programa estão matricular e manter os filhos na escola e levar as crianças menores de 7 anos para tomar as vacinas, pesar, medir e avaliar o crescimento e o desenvolvimento. As gestantes devem fazer o pré-natal e ir às consultas na unidade de saúde.

Atualmente, há 1,8 milhão de famílias baianas cadastradas no programa Bolsa Família, o que corresponde a um montante de R$338 milhões em pagamentos, com valor do benefício médio de  R$187,33.

Fortalecimento

Na última sexta-feira (18), mais de 13,7 milhões de famílias começam a receber o primeiro pagamento do ano do  Bolsa Família - totalizando o repasse de mais de R$ 2,5 bilhões por parte do Ministério da Cidadania. Em janeiro, 223 mil novas famílias foram incluídas no programa.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, lembrou que o presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Bolsa Família será fortalecido em seu governo. A estratégia é ampliar as oportunidades de emprego e renda para os beneficiários. “Vamos casar o Bolsa Família com o Progredir para oferecer aos jovens e chefes de família acesso ao microcrédito. A ideia é que as pessoas tenham oportunidade de desenvolver projetos que lhe deem renda”, explicou Terra.

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