Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 10/6

Após o “Fasano”, da Praça Castro Alves, tem show de Caetano na piazza de Fasano, da Itália


Tribuna da Bahia, Salvador
10/06/2019 11:51 | Atualizado há 16 dias, 5 horas e 55 minutos

   
Foto: Reprodução

A novidade sobre a turnê de catorze shows que Caetano Veloso (foto)faz na Europa, a partir do domingo, 23, é que a “Uns Produções”, responsável pela carreira do cantor baiano, acaba de confirmar uma apresentação em Fasano, a famosa cidade medieval de Puglia na Itália, dia 22 de julho. Vale lembrar que o cantor fez show sozinho na Praça Castro Alves, em dezembro, para inaugurar o hotel “Fasano Salvador” e agora canta na Piazza Ignazio Ciaia, centro de badalação da cidade italiana. Dá para imaginar que uma coisa tenha muito a ver com a outra. 

Mas não parece ser bem assim. Os nomes iguais do hotel e da cidade, são a principio, uma coincidência. A família Fasano, dona da rede de hotéis de luxo no Brasil e Uruguai, é realmente de origem italiana. Mas acontece que Vitorio Fasano, criador da holding, veio em 1902 foi de Milão, a cidade chique, no norte da Itália. É um lugar onde se come risoto e molho branco até dizer chega.

Quanto a Fasano, a cidade do show, pode ter ligação remota com a origem da família, mas fica no sul da Itália. Se olhar o mapa está localizada no inicio do salto da bota que sugere o desenho. Entre Milão e a cidade de Fasano são uns 800 quilômetros de distancia. 

Com família baiana, Natasha Botelho casou sábado na King’s Road

Foi num antigo templo construído na era vitoriana, o atual espaço “Chelsea old town hall” em plena King’s Road, que Natasha Botelho Cook se casou com Richard Wilson, na tarde de anteontem. Ela é sobrinha do radialista e escritor Ruy Botelho que, é claro, não desgrudou da internet, junto com a arquiteta Celeste Valverde Leão para acompanhar tudo, com abundancias de cliques.

Charme é pouco para descrever o momento. Natasha tem cidadania americana, e esbanja elegância, como o detalhe da escolha de um colar de ouro e pedras preciosas desenhado pela mãe dela Kendra Grace Cook. Quanto ao local, vale insistir que a King’s Road, é aquela rua que faz parte do imaginário da realeza e do burburinho da moda britânicas.

Os londrinos adoram lembrar que a King’s Road começou como uma rua particular para o rei Charles II passar de carruagem; e que o lugar nunca perdeu o charme, principalmente depois que foi associado à moda de Mary Quant e Vivienne Westwood que incendiou a cena fashion internacional.

Novo álbum da “Baiana System” agita Inglaterra  

Por falar no carisma cultural de Londres vale contar, em primeira mão, que o grupo “Baiana System”, e seu band leader Russo Passapusso, acabam de escolher a cidade para retomar a enorme agenda de show internacionais. E faz lançamento do novo álbum “O Futuro Não Demora”, dia 19 de julho no “EartH”, ou por extenso “Evolutionary Arts Hackney”. A mídia londrina já está sendo informada do porte.

O site do espaço, que se descrever como uma reserva especial para a arte do século 2i, mostra a dimensão da apresentação. “É o maior e mais badalado evento de ação do Brasil no EartH”, avisa. “O grupo mistura sons e visuais contemporâneos e até futuristas com a essência das tradições locais. Baixas, batidas, vocais rápidos e riffs de raiz. As guitarras baianas fizeram deles os reis do carnaval de rua" confere a divulgação.

Cena artsy mostra banquete dos Orixás na com mais de mil quiabos de cerâmica

Com seus cinco pavimentos projetados pelo arquiteto Julio Neves, há quase trinta anos, o enorme “Sesc Ypiranga” agita o bairro nobre da zona sul em São Paulo com a programação de teatro e shows. Agora surpreende a cena artsy com a singular exposição “Ounje – Alimento dos Orixás”, a partir da terça, 18. É uma apoteose em forma de banquetes da cultura africana representados por objetos, instalações e vídeos de artistas de varias partes, incluindo o baiano Ayrson Heráclito entre os curadores.

A dinâmica da mostra é criada para conhecer e reconhecer memórias e ancestralidades inspiradas pelo Candomblé. O chamado percurso artístico é construído de forma simbólica. Uma das peças é a “Omolocum votiva a Oxum”, do terreiro de Pai Idelson em São Félix, na Bahia. Com 1,4 mil quiabos em cerâmica e chamote, o trabalho de Luiz Marcelo forma um portal de proteção e ligação entre o sagrado e os deuses ancestrais. 

Segundo o texto no site do “Sesc Ypiranga”, o chamote é um refratário de cerâmica, e usado em círculo representa poeticamente o solo sagrado desses terreiros. “A gira onde dançam os orixás de onde advém o axé”, explica o relatório. Simboliza também as lutas cotidianas dos negros por sua existência.

Agito social e elegância na cena diplomática 

Teve estilo e elegância o burburinho provocado na cena diplomática, sexta à noite, com a reunião que trouxe o embaixador da Itália no Brasil, Antonio Bernardini, a Salvador, com a pauta principal de comemorações do dia da Itália, na Bahia. Provou também a importância do poderoso trade que comanda mais de mil empresas italianas no Brasil. Junto com o embaixador, estava Felippo La Rosa, Cônsul Geral em São Paulo.

Vieram para uma festa especial, afinal no coquetel na “Casa d’Itália”, além de comemorar o dia nacional, também houve a despedida de ex-Cônsul Honorário em Salvador, Giovanni Vincenzo Pisanu, que já passou o cargo a Andrea Garziera. O high society não deixou passar em branco a despedida. Como se viu na despedida da empresária agro-industrial Verinha Simões Pedreira Luedy, aos amigos Frances Wanderley Pisanu e Giovanni Pisanu, que deixaram marca também na cena cultural da cidade.

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