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O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um alerta importante ontem com relação à possibilidade de, por trás dos vazamentos da Lava Jato, existir o propósito de abortar a reforma da Previdência


Tribuna da Bahia, Salvador
11/06/2019 10:45 | Atualizado há 11 dias, 11 horas e 25 minutos

   
Foto: José Cruz/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um alerta importante ontem com relação à possibilidade de, por trás dos vazamentos da Lava Jato, existir o propósito de abortar a reforma da Previdência. O ministro sabe, com certeza o que fala, e deve lembrar o que ocorreu no país quando o governo Michel Temer (MDB) se preparava para também implementar a mesma reforma na Câmara dos Deputados. Na época, o governo foi bombardeado por uma denúncia envolvendo os controladores da JBS num acordo de delação com o então procurador geral da República, Rodrigo Janot, que acabou inviabilizando a aprovação da matéria. Pelo visto, o expediente está mais uma vez sendo tentado, com novos atores, mas o mesmo propósito.

Fora do armário

Quem resolveu sair do armário e atacar o procurador Deltan Delagnol e o ministro Sérgio Moro, depois dos vazamentos do Intercept, foi o ex-deputado federal Jean Willys, que deixou o país denunciando que sofria risco de morte com a chegada de Jair Bolsonaro ao poder. Ele chamou Dalagnol de "canalha" e disse que Moro deveria "ir se preparando" para o que está por vir.

Coincidência

A coincidência na história toda é que a vaga de Willys na Câmara dos Deputados foi ocupada pelo marido do jornalista norte-americano Glen Greenwald, dono do Intercept. Trata-se de David Miranda, um ex-vereador do Rio de Janeiro, cuja carreira política o Intercept foi acusado de patrocinar, assim como de ser parcial e de manter orientação editorial absolutamente esquerdista.

Denúncia

Uma denúncia do site R7 sobre o comportamento de Glen Greenwald como dono do Intercept, publicada em outubro do ano passado, dá conta ainda de que o patrimônio de David Miranda teria saltado 400% desde o lançamento do site, em 2016. Segundo a reportagem, o sistema de funcionamento é bancado por patrocinadores americanos cujos nomes não são conhecidos.

Ilegalidades

Desde que a denúncia contra Sérgio Moro e Deltan Dalagnol pipocaram nas redes sociais, na manhã de ontem, políticos como o senador Jaques Wagner (PT) e até o próprio governador Rui Costa (PT) foram também às suas páginas pessoais para denunciar o processo que resultou na prisão do ex-presidente Lula, acusando-o de ter sido fruto de ilegalidades.

Na rede

O deputado federal Marcelo Nilo (PSB) entrou no time dos que suspeitam da Lava Jato ontem, ao considerar inevitável a instalação de uma CPI para apurar denúncias de que o ex-juiz Sérgio Moro e o procurador da Lava Jato Deltan Dalagnol combinaram o jogo para denunciar e prender o ex-presidente Lula. Em entrevista ao programa Política na Mesa, da Rádio e TV Câmara Salvador, ele disse que, por mais que possam ser feitas críticas ao site que trouxe a denúncia, conhecido pelo ativismo esquerdista, é importante se apurar o teor das conversas vazadas, que, em sua avaliação, podem comprometer todo o trabalho da maior operação já realizada no país contra a corrupção e que resultou na prisão, dentre outros, do ex-presidente Lula.


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