Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 11/6

A baiana Helena Ignez encanta o Rio com novo espetáculo aos 80 anos de idade


Tribuna da Bahia, Salvador
11/06/2019 12:16 | Atualizado há 15 dias, 5 horas e 21 minutos

   
Foto: Reprodução

A cena cultural brasileira está em festa com mais um espetáculo estrelado pela baiana Helena Ignez (foto). Maior ícone do chamado cinema marginal, e por extensão, a grande diva da contracultura brasileira pela atuação no revolucionário “Cinema Novo”, a atriz e diretora está no elenco de “Tchekhov é um cogumelo”, espetáculo do “Estúdio Lusco-Fusco” que estréia na sexta, 14, no “Teatro Clara Nunes” do Rio de Janeiro.

O anúncio da chegada da peça ao Brasil é suficiente para festa na mídia carioca, pela singular atuação da artista baiana. “Helena Ignez: atriz que participou do Cinema Novo comemora 80 anos no teatro” destacou ontem a influente colunista Lu Lacerda em seu site homônimo. Pode até haver um erro em relação á idade, afinal pelas informações oficiais, a atriz nasceu em 1942 e teria, portanto 78 anos.

Mas o que importa é a trajetória pulsante da artista baiana. Helena Ignez estava em cartaz em Portugal até o mês passado com esta mesma peça “Tchekhov é um cogumelo”, encenada na cidade do Porto. Inicia temporada no Brasil e se consagra como uma das artistas mais atuantes do cinema e do teatro. Nascida em Salvador, ela deixou o curso de Direito para estudar Teatro. Foi quando conheceu o primeiro marido dela, o cineasta baiano Glauber Rocha, destaque internacional do cinema brasileiro e  falecido em 1981. 

Junto com Glauber a atriz se destacou no “Cinema Novo”, e manteve o brilho e o sucesso também, ao casar com outro cineasta, o catarinense Rogério Sganzerla, com quem trabalho no famoso “O Bandido da Luz Vermelha’, que simboliza o início do instigante “Cinema Marginal”. Novamente viúva, Helena Ignez manteve carreira solo como atriz de teatro e diretora de cinema.

Performances musicais desafiam a cena cult no centro histórico

O roteiro da vanguarda muda o seu eixo de exibições em Salvador a partir de segunda, 17, em direção à Direita de Santo Antonio, a rua mais bonita da cidade. É com a exibição do compositor canadense Patrick Giguère, e da cineasta e artista plástica alemã Annika Kahrs, na “Casa de Castro Alves”. Os dois que estão na Bahia  integrando o “Programa de Residência Artística Vila Sul” do “Goethe-Institut Salvador-Bahia” mostram suas propostas de trabalho. 

As duas performances propõem inovações na criação musical e desafiam a ação de músicos, ao vivo. Geram ambiências sonoras e visuais para fruição do público, segundo explicam os organizadores.

Top internacional, a baiana Ariela Soares brilha na “Glamour”

Quem faz pausa no Brasil esta semana e brilha em editorial da “Glamour”, uma das revistas mais prestigiadas no universo feminino, é a baiana Ariela Soares. Integrando o cast da “Way Model”, ela aparece na edição de junho da publicação internacional, com fotos de Fernando Tomaz e estilo da poderosa Juliana Bordin. A pausa no Brasil é um hiato na carreira internacional que inclui desfiles até para o semideus da moda Marc Jacobs.

Uma palhaça engajada com trajetória de política e riso

Em vinte anos de pesquisas e experiências com teatro, a atriz Felícia de Castro mergulha com brilho na milenar arte da palhaçaria. Ela retorna aos palcos de Salvador com a performance cênica “Tudo Que Você Precisa é Amor” centrada na personagem Bafuda Orgânica.  O espetáculo que retorna a partir do dia 4, no singular “Teatro Gregório de Matos”, na Praça Castro Alves, mostra a trajetória da palhaça em busca da felicidade e do amor.

A performance é uma homenagem ao rito da palhaçaria e às mulheres cômicas, pesquisa aprimorada há 10 anos por Felícia de Castro através do projeto “Palhaças, Bem-Vindas Sois Vós”. “Nos cursos e vivências, várias palhaças nasceram e revelaram mundos interiores, geralmente, muito reprimidos. Estas experiências estão na minha carne e na dramaturgia do espetáculo”, conta a atriz.

Bafuda Orgânica é explicada como uma palhaça que nasce do riso. “Habita o ventre da terra e convoca a um encontro tragicômico de luzes e sombras” diz texto de divulgação. A inspiração está na mitologia pessoal da artista e inclui o que Felícia chama de mitologia arquetípica de deusas das antigas culturas matriarcais.

O estilo berbere de Regina Case e Estevão Ciavatta 

Regina Casé e o marido Estevão Ciavatta moram no Rio de Janeiro, mas incluem Salvador, onde possuem endereço, como rota de diversão e cultura. Menos esta semana quando a apresentadora de televisão e o cineasta circulam pela exótica e badalada cidade de Marraquexe, no sudoeste do Marrocos. Diversão é pouco. “Como é que a gente demorou tanto pra vir ao Marrocos?” brincou a artista no final de semana, em postagem nas redes sociais. Para ilustrar a viagem publicaram fotos usando roupas típicas dos berberes, numa das estruturas do Jardim Majorelle. É um espaço botânico inspirado nos jardins islâmicos e fica no centro de Marraquexe,

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