Parentes e amigos se despedem do médico José Bahia

Um dos mais importantes cirurgiões pediatras da Bahia foi cremado, em cerimônia reservada à família, no Cemitério Jardim da Saudade


Tribuna da Bahia, Salvador
11/06/2019 12:48 | Atualizado há 11 dias, 9 horas e 47 minutos

   
Foto: Reginaldo Ipê

Por Yuri Abreu

Familiares, amigos e admiradores deram o último adeus ao médico José Bahia. Ontem, um dos mais importantes cirurgiões pediatras da Bahia foi cremado, em cerimônia reservada à família, no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro de Brotas, em Salvador. Na noite do último domingo, o especialista morreu, aos 85 anos, após complicações médicas decorrentes de um súbito processo infeccioso. Ele deixou a esposa, Carmem, e mais quatro filhos: Américo Neto, Pedro Américo, José Bahia Filho e Mariana.

Um dos que rendeu homenagens ao especialista foi o presidente da Associação Baiana de Imprensa (ABI) e do jornal Tribuna da Bahia, Walter Pinheiro. “Recebo com muita tristeza a notícia do passamento do notável professor e cirurgião pediátrico José Bahia Sapucaia. Pai e avô extremado, amigo incondicional, o doutor Zé Bahia sempre exercitou o pensamento de James Dean: ‘Sonhe como se fosse viver para sempre; viva como se fosse morrer amanhã’. Que Deus acolha sua alma e conforte seus filhos e familiares”, externou

Outra personalidade que teceu comentários a respeito do “Doutor Bahia”, como também era conhecido, foi o empresário e presidente da Academia de Letras da Bahia (ALB), Joaci Góes. “Fomos vizinhos no bairro de Brotas, onde ele foi criado pelas tias. Ele foi um jovem exemplar e realizou um brilhante curso de medicina. Além de ter sido um grande médico que a Bahia aplaudiu, foi um homem dotado de muitos recursos, como na música. José Bahia se destacou na sociedade pelo seu espírito público fraterno no sentido mais amplo e exercitado a medicina como sacerdócio”, comentou.

História

Formado pela Escola Bahiana de Medicina, José Raimundo Bahia Sapucaia teve mais de 50 anos de carreira, sendo um dos principais cirurgiões pediátricos da geração dele. Durante o período em que esteve na ativa, foi presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Pediátrica e diretor do Hospital Martagão Gesteira (HMG), em Salvador, onde iniciou sua trajetória. Atualmente, Bahia era conselheiro da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil, instituição mantenedora do Martagão, e presidente da Academia Nacional de Cirurgia Pediátrica (Ancipe).

Já na década de 1990, ele assumiu a liderança e traçou o plano de reabertura do HMG, cujo funcionamento foi interrompido devido a uma grave crise financeira. Ligado à causa da saúde das crianças, o especialista, ainda jovem, acompanhou de perto a luta de dois ícones da filantropia baiana, a exemplo de Álvaro Pontes Bahia, fundador do Martagão Gesteira – e tio dele –, além de Irmã Dulce, que era prima.

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