Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 9/7

Sensação entre naturebas, a vigneronne Marina Santos traz vinhos orgânicos para a Bahia


Tribuna da Bahia, Salvador
09/07/2019 11:16 | Atualizado há 14 dias, 10 horas e 21 minutos

   
Foto: Reprodução

Ambiente mais exclusivo e chique do que o resort “Uxua Casa Hotel” do balneário Trancoso, é muito impossível. Mesmo assim, mais chique ainda é o “Organic Festival” que começa em 12 de setembro no hotel baiano de praia que já recebeu várias vezes a indicação de melhor e mais luxuoso do mundo. Na agenda de profissionais que mostram suas sutilezas para o mundo sem o pecado original dos agrotóxicos, estão estrelas como a culinarista Bela Gil Demasi e principalmente a vigneronne Marina Santos (foto).

Vigneronne, vale dizer, significa vinicultor, ou produtor de vinhos, pesquisamos nos sites de busca. Marina Santos começou a encantar a tribos naturalistas há menos de uma década. Virou sensação das feiras naturebas há uns quatro anos, quando decidiu colocar a sua produção pequena e selecionada no mercado. E também levantar a voz em defesa da produção biodinâmica, sem o uso de produtos químicos.

O mantra “Toca Raul” alucina a região underground com vinil para todo lado 

O projeto "Nobreza vinyl sessions" que resgata o mito do disco vinil nos agitos da vanguarda musical baiana tem novidade amanhã, quarta, no “Mercadão Criativo Colaborativo” da Rua Guedes Cabral. A pauta da noite é o mantra “Toca Raul”, um grito de guerra que celebra o talento do baiano Raul Seixas onde houver qualquer evento roqueiro. Os deejays Pureza, Raiz, Telefunksoul e Leandro que formam o quarteto fantástico comandam a noite.

A pauta desta vez destaca as musicas do “Krig-ha, Bandolo!” primeiro álbum solo do artista que morreu em agosto de 1989 celebrado como o iniciador do rock brasileiro. Vale lembrar que o fervido “Mercadão CC” fica bem em frente ao inusitado palco a céu aberto “Toca Raul”.

Amyr Klink leva “Livro de Cabeceira” para a fervida “Flip”

O paulistano Amyr Klink virou sensação internacional e mito da navegação mundial quando desembarcou na Bahia, na década de 1980, como a primeira pessoa a fazer a travessia do Atlântico Sul num barco a remo. Os passos trêmulos na praia de Espera, por deixar a posição usada na embarcação, deram charme ao mundo da navegação e renderam assunto para o transformar num escritor de sucesso.

Tanto sucesso que Amyr Kink é o convidado da pulsante “Festa Literária Internacional de Paraty” para fazer a tradicional mesa de despedida da “Flip”. É a sessão “Livro de Cabeceira”, que acontece domingo, dia 14, mantendo a tradição em que autores  lêem trechos de seus livros preferidos. A “Flip” que começa amanhã, 10, no badalado balneário histórico da riviera fluminense, ganhou um formato renovado.

Entre Bahia e a Austrália o incrível estilo de morar em barco de Cyntia Franco 

Por falar no fascinante e requintado mundo das velas, vale saber a historia da brasileira Cyntia Franco, que a partir de uma viagem que começou em Itaparica, na Bahia, com a encomenda de levar um barco ao arquipélago de Açores, terminou se transformando numa mulher do mar. Trocou a casa pelo barco e hoje vive na Austrália. Tudo tão fascinante que transformou a navegadora em personagem da edição brasileira da “Vogue”, a mais importante revista de moda feminina do mundo.

Na reportagem “Aos 60 anos, realizei meu sonho e troquei minha casa por um veleiro’ assinada por Claudia Lima, Cyntia conta que nasceu de uma família que adora água. “meus pais e tios sempre tiveram barcos, cresci em meio às aventuras da família. Durante a adolescência, eu era a companhia mais constante do meu pai, que adorava desbravar o mar em sua lancha” detalha ao reforçar o perfil de mulher independente e cosmopolita. 

Além da peça, tem o canto do ‘Crime do Ketchup’ pela vanguarda baiana

A reinvenção de um crime que agitou o interior da Bahia como arte instigante, rende muito mais do que a peça “Vermelho Melodrama” de Gildon Oliveira que estréia na sexta, dia 12, no “Teatro do Goethe-Institut Salvador”. O início da temporada já foi noticiado pela coluna, mas a novidade é que Para celebrar o inicio da temporada, a primeira sessão é seguida de um pocket show, em voz e violão, com Leo Fressato, o músico e cantor curitibano que assina as canções originais do espetáculo. 

O tema da peça é uma releitura do “Crime do Ketchup”, a simulação de um assassinato num caso de traição, que correu em Pindobaçu, no interior da Bahia. Contratado para matar uma jovem, o homem produziu fotos com suco de tomate e recebeu o dinheiro prometido por uma mulher traída. A história vulgar caiu com uma luva para o teatro de vanguarda adaptar ao gênero melodrama que agita o cenário artístico internacional desde a renascença européia.


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