Raio Laser - 11/7 - Protagonismo

De fato, quem saiu grande da votação de ontem na Câmara dos Deputados que aprovou o texto-base da reforma da Previdência foi o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ)


Tribuna da Bahia, Salvador
11/07/2019 09:01 | Atualizado há 12 dias, 12 horas e 36 minutos

   
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

De fato, quem saiu grande da votação de ontem na Câmara dos Deputados que aprovou o texto-base da reforma da Previdência foi o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), visto hoje, aos olhos do país, como o grande fiador e responsável pelo encaminhamento da matéria no Congresso. Para completar, ele fez um discurso de improviso, logo depois da votação e antes mesmo do anúncio do resultado, defendendo não apenas o Parlamento, mas o Supremo Tribunal Federal, as duas instituições mais atacadas pelo presidente da República e seus seguidores nas redes sociais, abrindo, na avaliação geral, o caminho para a implantação do semiparlamentarismo no Brasil, em que, no vácuo do Executivo, o encaminhamento das pautas passa a ser uma prerrogativa do Legislativo.

Posição

Políticos da base do governo Rui Costa (PT) diziam até ontem não ter descoberto qual era a verdadeira posição do governador a respeito da reforma do governo federal. Depois de liberar o voto da bancada, e delegar ao senador Otto Alencar (PSD) a negociação da proposta no Congresso, Rui permanecia fazendo alertas de que os deputados não deveriam votar nada de que se envergonhassem.

Reforma 

Aliás, o maior medo dos parlamentares da base do governo que votaram a favor da reforma era o de que, nos palanques oficiais, principalmente no interior, o governador fizesse carga contra as medidas, numa repetição do que enfrentaram na campanha passada e mesmo antes dela, ainda no governo de Michel Temer, de quem aprovaram a reforma trabalhista.

Flexível

Aliás, o que corria ontem à boca pequena no governo era que Rui Costa só decidiu liberar a bancada para votar como quisesse por conta da pressão de seu próprio partido, onde os deputados não aceitavam sequer discutir a possibilidade de apoio à reforma da Previdência, forçando o governador a adotar postura mais flexível para evitar problemas.

"Comprados"

Tão logo a reforma da Previdência foi aprovada, os petistas baianos que votaram contra a proposta, foram às redes sociais atacar quem votou a favor. O deputado Valmir Assunção, por exemplo, disse que os votos a favor das mudanças previdenciárias foram todos comprados. Só não provou como a compra se deu.

Provocado

Quem tem assumido o posto de "provocador-geral" do time de Rui Costa é o deputado federal Paulo Azi (DEM), que não perdia, até ontem, a oportunidade de fustigar o governador com relação à hesitação quanto à reforma da Previdência. Azi chegou a dizer que, ao delegar a Otto Alencar tarefas que deveriam ser dele, Rui parecia ter entregue o governo ao senador do PSD.


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