Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 14/8

O bilionário trade hoteleiro começa troca de comando com pequena participação baiana


Tribuna da Bahia, Salvador
14/08/2019 10:00 | Atualizado há 7 dias, 11 horas e 54 minutos

   
Foto: Reprodução

A hotelaria do Nordeste esbanja prestigio num momento em que o fabuloso trade brasileiro dos hotéis parece mergulhar numa fase de ouro, registrando faturamento superior a R$ 28 bilhões, e incremento no PIB de mais de R$ 37 bilhões. Para checar o prestígio basta ver a composição da chapa para concorrer ao comando do setor nos próximos dois anos, lançada, ontem, pelo empresário cearense Manoel Linhares (foto), atual presidente da “Associação Brasileira da Indústria de Hotéis”, a “ABIH”.

Mas a Bahia tem participação pequena, fora da chapa da diretoria executiva, com apenas o nome de Eduardo Fontes Neto, da “ABIH” estadual para integrar o “Conselho Fiscal”. O Nordeste está em alta junto com estados como Minas Gerais. Na proposta de composição da diretoria executiva, a vice presidência fica sugerida para Érica Campos Drummond, ex-presidente da ABIH Minas Gerais; na diretoria administrativa, Manoel Lisboa Barbosa, ex-presidente da “ABIH” Sergipe; na vice-presidência administrativa, Artur Maroja da Costa Pereira Filho, vice-presidente da “ABIH” Pernambuco e como diretor financeiro, José Odécio Rodrigues Júnior, presidente da “ABIH” do Rio Grande |Norte.

Inclui ainda como vice-diretor financeiro, Henrique Lenz César Filho, ex-presidente da “ABIH” do Paraná; como diretor operacional, Osmar José Vailatti, presidente da “ABIH” de Santa Catarina; e como vice-diretor operacional,  José Reinaldo Ritter, presidente da “ABIH” do rio Grande do Sul. 

O baiano Ayrson Heráclito em destaque na cena artsy de Fortaleza  

Com apenas dez anos de criado o “Museu de Arte Contemporânea do Ceará” esbanja sutileza na curadoria de suas mostras, e principalmente inacreditável exuberância em nada menos que dezenove salas de exposições no espaço “Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura”, de Fortaleza. O baiano Ayrson Heráclito ganha destaque na sexta, 16, com uma sala especial anexa à enorme exposição “Em busca de ...” que tem curadoria do premiadíssimo Carlos Eduardo Bitu Cassundé, ganhador do “Prêmio Pipa”.

Na exposição são trabalhos de quinze artistas brasileiros e estrangeiros, como os pesos pesados Antônio Bandeira, Bruno Vilela, Francisco de Almeida, Gilson Nunes Valdevino, Guido D’Arezzo e Paola Parcerisa que é do Paraguai. Já a sala especial para Ayrson Heráclito é para exibir dois vídeos inéditos na cidade, mas que já instigaram cidades da Alemanha e de países africanos. “História do Futuro- Baobá: o capítulo da Agromancia” de 2015 e “Floresta em Transe” de 2018.  O tema são as relações com a ancestralidade e religiões de matriz africana.

No festival de Gramado “app” do celular decide o tapete vermelho

Um toque do celular, como mecanismo para decidir grande parte de quem tem acesso ao tapete vermelho da premiação no mais antigo e mais importante evento do cinema brasileiro, é uma das novidades do “Festival de Cinema de Gramado” que começa nesta sexta feira, 16, na serra gaucha, Ou seja, a escolha do “Melhor Filme” pelo “Júri Popular” de curtas brasileiros e longas brasileiros e estrangeiros é feita pelos aplicativos móveis, ou app, habilitados nos celulares do publico.

O “Festival de Gramado” que tem curadoria do jornalista Marcos Santuario tem entre os filmes selecionados o curta baiano “E o que a gente faz agora?” de quase dezessete minutos, dirigido por Marina Pontes, com Vânia Pitanga; Luiza Mucida; Luan Jave; Jaqueline Souza no elenco.

A moda que chega do Saara e encanta o high society

Bem que a poderosa empresária de moda Adriana Regis retornou do Marrocos entusiasmada com a experiência artsy que teve em alguns pontos confortáveis do deserto do Saara. Circulou naqueles lugares onde existe água jorrando em torneiras cromadas, mas com imersão cultural suficiente para inspirar a coleção “Shukran”, da marca de luxo “Thereza Priore”. Ela lança hoje as novas peças na loja da cosmopolita “Bahia Marina”, o espaço internacional que a coluna chama de playground dos bacanas.

Além dos vestidos, kaftans, saias, blusas, calças e acessórios exclusivos da coleção de moda, o high sociey que é fiel à marca tem outro motivo para ir ao evento. O espaço ganhou design repaginado com a grife da arquiteta Virgínia Santa Bárbara e vitrine de Mauro Braga. Antes mesmo de começar a festa, Adriana Regis esbanja sutileza em explicar o trabalho feito há dois meses. “Tivemos a honra de conhecer e vivenciar momentos do dia a dia das mulheres Berberes no Marrocos. Elas são lindas, exuberantes e o melhor de tudo: livres - uma coisa muito difícil de presenciarmos no mundo árabe. Essa coleção será muito especial e é dedicada à liberdade e ao empoderamento feminino”, garante.

Cena underground com livro em alemão e performance baiana 

A agenda de notáveis, incluindo escritores, atores, coreógrafos e artistas plásticos que chegam a Salvador vindos de Alemanha nos últimos meses, supreende pela proposta de reflexão muito além da deliciosa festa artsy que a gente costuma adorar. O escritor Max Annas faz uma leitura dramática no sábado, 24, de trechos do livro que escreveu para falar da comissão de investigação de homicídios. O evento é no início da tarde, no “Goethe”.

Max Annes fala em alemão, com tradução simultânea e participação de intervenções cênicas. O inusitado da performance é que o livro, cujo titulo de 27 letras é “Morduntersuchungskommission”, se transforma em nova referência em arte, sem perder o teor de denúncia.

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