Comemoração litúrgica lota Missa Solene para Irmã Dulce

A Solenidade foi presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger


Tribuna da Bahia, Salvador
14/08/2019 13:31 | Atualizado há 7 dias, 8 horas e 37 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Poliana Antunes


Milhares de fiéis, da capital e do interior, protagonizaram um cenário de gratidão, fé e muita devoção na Missa Solene que encerrou a agenda de homenagens a Irmã Dulce nesta manhã de terça-feira (13), no Santuário da religiosa, localizado na Avenida Dendezeiros, no Bonfim. A Solenidade foi presidida pelo arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger. A celebração contou ainda, com as presenças do miraculado Maurício Moreira, da cantora Margareth Menezes e do músico Waldonys.

A Missa que foi aguardada com bastante expectativa por milhares de devotos e admiradores da vida e obra do Anjo Bom da Bahia, guardou muitas surpresas, como por exemplo, a entrada triunfal dos artistas convidados, apresentando a música, Doce Luz, a canção oficial da cerimônia de Canonização de Irmã Dulce. A festa foi anona edição em honra à Bem-Aventurada e teve como tema ‘Irmã Dulce, uma santa do nosso tempo. Somos todos chamados à Santidade, e só os santos podem renovar a humanidade’. 

“Nesse momento em que vivenciamos um tempo de graça pela festa dedicada a Irmã Dulce, somos todos chamados a viver essa grande vocação. Que nós possamos seguir o exemplo da Mãe dos Pobres praticando a solidariedade, a caridade, a doação e o amor ao próximo”, declarou o reitor do Santuário do Anjo Bom, frei Giovanni Messias.  

Na ocasião, Dom Murilo Krieger, em celebração, falou da importância e das crenças atribuídas a freira. “Eram tantos e tantos os pobres, que necessitavam de ti. Tantos esfomeadosque estendiam a mão em sua direção. Eram meninos de ruas abandonados, para os padres providenciar um alojamento apropriado. Eram olhares desconfiados que entregavam os cuidados para ti”, lembrou o arcebispo. 

DEPOIMENTO

A estudante Aimêe Aparecida que, completou, 11 anos,ontem (13), mesmo dia da data litúrgica da freira, participou da missa acompanhada de sua mãe, Maria Gomes, bastante emocionada. De acordo com a estudante, quando ela tinha apenas um ano e oito meses, caiu e uma moto passou por cima do seu braço, deixando-a muito ferida. “Foi muita oração e pedidos para Irmã Dulce. Tenho certeza da intercessão dela por mim”, relatou a estudante.

“Achava que minha filha iria perder seu braço. Quando chegamos aqui no Hospital Irmã Dulce, os médicos falaram que seria impossível recuperar todos os ossinhos quebrados. Mas tive fé e fiz muitas orações. Pedi para Irmã Dulce salvar o braço da minha filha. Graças a Deus e a ela, minha filha está aqui, ela é perfeita e não tem nenhuma sequela”, disse Maria Gomes.

O HÁBITO 

Por ocasião de sua Beatificação, ocorrida em maio de 2011, Irmã Dulce recebeu o título de Bem-Aventurada Dulce dos Pobres, tendo o dia 13 de agosto como data oficial da celebração de sua festa litúrgica. O significado da data remete a 1933, quando a jovem Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe). Naquele mesmo ano, no dia 13 de agosto, com 19 anos de idade, ela recebeu o hábito e adotou, em homenagem à sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

Nascida em 26 de maio de 1914, na cidade de Salvador, Maria Rita começou a manifestar interesse pela vida religiosa desde cedo, ainda no início da adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de sua casa, no bairro de Nazaré. Sempre com muita fé, amor e serviço, o Anjo Bom iniciou na década de 1930 um trabalho assistencial nas comunidades carentes, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe, na capital baiana.


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