Prefeitos pressionam governo federal a assumir redução do aquecimento global

Encontro aconteceu durante último dia da Semana do Clima, que ocorre em Salvador


Tribuna da Bahia, Salvador
23/08/2019 15:35 | Atualizado há 30 dias, 6 horas e 42 minutos

   
Foto: Max Haack/Secom

No último dia da Semana do Clima, evento produzido pela Organizações das Nações Unidas (ONU) que acontece em Salvador, prefeitos de várias cidades se reuniram para discutir e se comprometer com medidas que possam contribuir com o combate ao aquecimento global. Participaram do debate o prefeito de Salvador, ACM Neto, e os chefes municipais de São Paulo, Bruno Covas; Manaus, Arthur Virgílio; Curitiba, Rafael Greca; Recife, Geraldo Júlio; e de Campinas, Jonas Donizette, que também representou, como presidente da entidade, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP). De fora do país, participou do painel a prefeita de Arima (Trindade e Tobago), Lisa Morris Julian.

O grupo enfatizou que o governo federal precisa se comprometer com a proteção da Amazônia e de cumprir o Acordo de Paris, tratado mundial que foi aprovado em 2015 durante a COP-21 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas realizada na capital francesa).

“As cidades, que estão atuando em rede, têm assumido um papel protagonista com políticas públicas e ações na área climática. É fundamental que as cidades estabeleçam compromissos de médio e longo prazo para que o Acordo de Paris não fique apenas na intenção. Os pontos do acordo precisam ser executados. E quem está na ponta desse processo, desse mundo cada vez mais urbano, são os prefeitos”, afirmou ACM Neto.

Uma das metas, frisou ACM Neto, é neutralizar a emissão de carbono até 2050, o que a capital baiana tem feito com a renovação da frota do transporte público, ampliação de ciclovias, estímulos fiscais para quem adota modelos sustentáveis de construção de energia solar e ampliação de áreas verdes, além de transformação do lixo em energia.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, usou seu tempo no painel da Semana do Clima para fazer uma veemente defesa da floresta amazônica. Ele disse temer, inclusive, uma ação militar na floresta por nações estrangeiras. “O mundo não tolerará uma governança irresponsável sobre a Amazônia. O Brasil corre o risco de sofrer boicotes de seus produtos agrícolas. E sofre um brutal desgaste diplomático. Podemos ter problemas de ordem militar, assunto que estava afastado desde a década de 1950”.

O prefeito de Manaus pediu que os colegas que governam as cidades ajudem a pressionar o governo federal para que a Amazônia seja tratada com prioridade. “O Brasil precisa acordar. O caminho é explorar a Amazônia com sustentabilidade. É preciso ainda investir em pesquisa, em órgãos que produzam pensamento científico na região”, concluiu.


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