Raio Laser - 9/9 - Hélio Negão

Uma publicação da revista Veja desta semana especula que uma investigação da Polícia Federal contra o deputado do Rio de janeiro e amigo de Jair Bolsonaro Hélio Negão é o verdadeiro motivo da guerra do presidente contra a instituição


Tribuna da Bahia, Salvador
09/09/2019 09:00 | Atualizado há 9 dias, 15 horas e 6 minutos

   
Foto: Reprodução

Uma publicação da revista Veja desta semana especula que uma investigação da Polícia Federal contra o deputado do Rio de janeiro e amigo de Jair Bolsonaro Hélio Negão é o verdadeiro motivo da guerra do presidente contra a instituição. Há 12 dias, Bolsonaro esbravejou no Palácio da Alvorada referindo-se a uma bomba que estava “para estourar” em “uma pessoa importante que está do meu lado”. Segundo a revista, o recado era para a Polícia Federal do Rio, comandada por Ricardo Saadi. Na PF, fala-se que uma ala da PF mirou em Negão justamente para queimar Saadi no Planalto. O tiro, no entanto, atingiu o diretor Maurício Valeixo, que foi indicado pelo ministro Sérgio Moro (Justiça).

Incentivo

Políticos de centro e centro-direita atribuíam ontem a incentivos do senador Jaques Wagner (PT) os ataques que um ex-ministro obscuro da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) fez ao novo procurador geral da República, o qual afirmou que o futuro PGR se dizia de esquerda e anda, para cima e para baixo, com o ex-governador baiano durante os governos petistas.

Sulistas

Segundo a turma de centro e centro-direita da Bahia, os petistas estariam indignados com a ascensão de Aras a posto importantíssimo da República porque enquanto o futuro PGR andou com eles nenhum soube reconhecer seu valor nem indicá-lo tanto para a PGR quanto para uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal, preferindo indicar apenas sulistas.

Especulação

Um dos motivos porque a turma acha que Wagner está por trás do ataque do ex-ministro da Justiça ao novo PGR está relacionado ao fato de o ex-governador ter sido o único, dos senadores baianos, a ter se esquivado com relação à sua futura posição com relação à sabatina a que Augusto Aras terá que se submeter no Senado, que precisa aprovar a indicação do presidente.

Apoio explícito

No Senado, os votos dos senadores baianos Angelo Coronel e Otto Alencar, ambos do PSD, no entanto, são pelo apoio à indicação de Jair Bolsonaro do baiano Augusto Aras para a sucessão de Raquel Dodge. Coronel chegou a dizer que foi o ato mais importante e racional de Jair Bolsonaro, ao passo que Otto anunciou que encaminhará o voto da bancada do partido pela aprovação do nome de Aras.

Independente

Quem pulou em defesa do futuro PGR foi seu pai, Roque Aras, este sim com longa militância na esquerda baiana no período em que foi político. Roque fez questão de destacar que o filho, apesar da formação de esquerda que lhe deu, nunca foi petista, pelo contrário, sempre se manteve de maneira absolutamente independente no plano político desde a universidade.


Leia a Coluna completa na edição impressa do jornal ou na Tribuna Virtual.

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas