Rachaduras nas casas de Fazenda Grande foram provocadas por excesso de água no Talude

O objetivo do laudo era saber na verdade, se as outras casas corriam riscos


Tribuna da Bahia, Salvador
10/09/2019 10:00 | Atualizado há 8 dias, 14 horas e 23 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus

Por Cleusa Duarte

A Superintendência de Obras Públicas do Salvador (Sucop) já tem o laudo sobre as rachaduras das 26 casas, da Rua Candinho Fernandes, no bairro de Fazenda Grande do Retiro. De acordo com o superintendente Jessé Carvalho o problema foi provocado pelo excesso de água no talude. As famílias estão recebendo o aluguel social no valor de R$ 300,00,  através da Prefeitura e não residem mais no local. Algumas casas estão sendo demolidas.

“O laudo indicou que as razões da movimentação do terreno foram provocadas devido ao excesso de água no talude. O objetivo do laudo era saber na verdade, se os outros moradores da comunidade, as outras casas corriam riscos. Mas não correm riscos. Nossa preocupação sempre foi no sentido de segurança. Foi constatado que não há insegurança. As casas estão sendo demolidas e todos os  moradores podem  ficar despreocupados”, disse Jessé Carvalho.

Ao todo são  26 famílias que estão recebendo o aluguel social e cada uma delas que se retirou do local procurou a sua nova moradia “a partir de agora a prefeitura vai estudar através de órgãos como a Defesa Civil e   Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Sempre) , qual será a melhor forma de realocar essas famílias. Elas irão receber uma indenização de acordo com cada urgência ou receberão um novo imóvel. Mas não será na mesma área”, garante Jessé.

O problema destas famílias começou em julho deste ano, porém  somente a partir de 20 de agosto durante o período intenso de chuvas, em salvador, os  moradores ficaram preocupados com o aparecimento das  rachaduras e fendas na estrutura das casas. Eles acreditavam, que as rupturas teriam sido ocasionadas por uma obra de contenção de encosta, o que foi descartado pelo laudo da Sucop. Em alguns imóveis, cantos dos muros chegaram a se separar, casos de fissuras também foram relatados. Houve também queda de  azulejos  e afundamento do chão, que em alguns soltou os pisos. As famílias  ficaram assustadas e a Codesal foi acionada, logo providenciando a retirada dos habitantes do local.

A prefeitura ainda não tem ideia de quando pagará a indenização e irá estabelecer definitivamente as famílias em suas novas casas, mas já estuda as possibilidades a serem anunciadas de acordo com cada necessidade. Até a resolução definitiva da situação, as famílias continuam a receber o aluguel social no valor de R$ 300,00.

As famílias reclamam do valor e algumas alegam estar passando necessidade e morando de favor em casa de vizinhos “eu tenho um filho de oito anos e vou aguardar a indenização, por enquanto estou na casa de uma tia”, diz Branca Santos. 

Cristiane Leite também reclama do valor “o valor é muito baixo o valor  do aluguel social e a gente não encontra uma casa aqui no bairro para alugar por esse valor. Estamos desempregados. Não queremos sair daqui já moramos há 15 anos. ”

A Sucop informou que existe acumulo de água no Talude, que no local as famílias não poderão residir ,  mas não explicou a origem dessa água acumulada.


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