PT nacional determina abertura de urna restante em Salvador

Ademário Costa afirmou anteontem que não reconhecia o resultado


Tribuna da Bahia, Salvador
11/09/2019 07:00 | Atualizado há 28 dias, 19 horas e 18 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Guilherme Reis

O diretório nacional do PT determinou que os diretórios do partido na Bahia e em Salvador apurem os 1.224 votos restantes na urna que não foi aberta na eleição para a presidência da sigla na capital baiana, ocorrida no último domingo (08). Sem a contagem desses sufrágios, a disputa vai a segundo turno.

À frente do atual presidente, Gilmar Santiago, com 49,1% dos votos válidos, Ademário Costa afirmou anteontem que não reconhecia o resultado. “Não estou preocupado se essa urna vai garantir a vitória no primeiro turno ou não. Apenas não aceitaria que a vontade da militância não seja respeitada”, afirmou o candidato a presidente do PT, lembrando que já está configurada uma nova maioria no partido. “O que está em questão agora é derrubar as velhas práticas antidemocráticas que desrespeitam a vontade soberana dos militantes do PT”, disse Ademário Costa.

 “O que está acontecendo é uma tentativa de ganhar no tapetão, um desrespeito à democracia interna do PT e ao direito dos militantes de votarem. Estamos falando de militantes que se deslocaram para votar na urna extra e que não estão tendo seus votos respeitados. Configura o medo de perder uma eleição no voto, o medo dos processos democráticos que caracterizam nosso partido historicamente. Nós não reconhecemos essa votação sem a apuração da urna extra”, reafirmou.

Faltam apenas 25 votos para que Ademário, que é assessor do deputado federal Jorge Solla, consolide sua vitória no primeiro turno. Gilmar Santiago, apoiado pelo senador Jaques Wagner, disputa a reeleição com a vereadora Marta Rodrigues na vice.

As eleições municipais influenciam nas eleições estaduais. Os grupos políticos terão a quantidade de delegados proporcionais ao número de votos que receberam. No Congresso do partido, em outubro, a candidatura que tiver o apoio de maior número de delegados se elege para dirigir o partido por um mandato de quatro anos. Pela proposta de acordo por uma chapa única, os grupos que conquistarem maior número de delegados, por ordem dos votos obtidos terão o direito de alternar o exercício da presidência  e  compor  as secretárias internas do partido.


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