Funceb recebeu a escritora pernambucana Micheliny Verunschk para o projeto Escritas em Trânsito

Projeto é realizado há sete anos pela Funceb. De 2012 para cá já foram realizadas mais de 30 oficinas para cerca de 600 pessoas


Tribuna da Bahia, Salvador
16/09/2019 13:46 | Atualizado há 7 dias, 12 horas e 0 minutos

   
Foto: Ascom/Funceb

De 11 a 13 de setembro, cerca de 30 estudantes, escritores, poetas e aspirantes a literatura viveram uma verdadeira imersão em seu processo e percepção de escrita. Nesse período, o Teatro Castro Alves recebeu uma ação realizada pela coordenação de Literatura da Funceb, o projeto Escritas em Trânsito com a escritora pernambucana, Micheliny Verunschk, que ministrou oficina com o tema “Narrar – Oficina de Reflexão e Escrita”.

“Eu trouxe para o projeto Escritas em Trânsito a oficina Narrar, que é uma oficina de reflexão sobre a escrita, reflexão sobre a leitura, e também de criação. Posso dizer que foram três dias muito proveitosos com uma turma muito bacana e interessada. Gostei muito do programa e acho-o muito interessante por proporcionar essa interlocução entre escritores publicados e escritores também publicados ou em vias de publicar, ou pessoas que querem entrar nessa aventura da escrita. Foi bem bacana e espero que tenham aprendido tanto comigo quanto eu aprendi com eles”, relata Micheliny.

Nesta edição do projeto foram reservadas 12 vagas para pessoas do interior do estado, que ficaram hospedadas na residência artística da Funceb, o Pouso das Artes. É o caso do estudante Ruan Jesus Souza, do município de Presidente Dutra, no centro norte baiano. “É o segundo ano que venho participar do Escritas em Trânsito, ontem cheguei a comprar um livro de Micheliny para ter um contato mais íntimo com a escritora, porque acredito que a leitura possibilita isso, você reconhecer e se conhecer através da escrita do outro. Eu escrevo poesias em métrica, e Micheliny escreve poesia em prosa, é muito enriquecedor ter essa troca”.

O design e escritor Adilson Passos, de Salvador, também participou da oficina: “me interessei pela oficina porque sou autor do livro ‘Mulheres Abayomi’ e quero continuar fazendo novos livros infantis e ilustrados. Para mim essa oficina vai servir para me aperfeiçoar, entender mais sobre como escrever e como refletir mais sobre a escrita e a literatura. Interessei-me muito pelo primeiro livro da escritora, chamado ‘Tereza’, que conta a história de uma freira que se suicida. Fizemos um escambo, dei meu livro para ela e ela me deu um em troca”.

História

O Escritas em Trânsito é realizado pela Fundação Cultural do Estado desde 2012. De lá para cá já foram realizadas mais de 30 oficinas para mais de 600 pessoas. “O projeto traz autores e autoras de diversos lugares do país para trocar informações e idéias de como desenvolver melhor a escrita e a capacidade de escrever. As oficinas têm uma característica muito forte e impactante para quem faz. A gente recebe muito esse retorno e sempre a conversa é ‘eu escrevia de um jeito antes da oficina e passei a escrever de outro jeito depois da oficina’. Então de fato atua mesmo no processo de criação e escrita de cada pessoa porque a troca de informações e a ebulição é realmente impactante”, conta a coordenadora Karina Rabinovitz.

Escritas em Trânsito – 2ª oficina

Até 18 de setembro estão abertas as inscrições para a segunda oficina Escritas em Trânsito com o tema “Poesia, Memória e Ancestralidade”, com o escritor e jornalista cearense Samarone Lima. A oficina acontecerá em Salvador, de 16 a 18 de outubro, com 30 vagas gratuitas. Saiba mais informações aqui!

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