Equador decreta estado de exceção após protestos contra aumento da gasolina de 123%

Lenín Moreno confirmou fim do subsídio aos combustíveis, previsto em acordo com o FMI; 19 pessoas foram presas


Tribuna da Bahia, Salvador
04/10/2019 08:40 | Atualizado há 19 dias, 6 horas e 40 minutos

   
Foto: Reprodução/O Globo

A paralisação total do setor de transportes e os protestos em escala nacional que tomaram conta do Equador levaram o  presidente Lenín Moreno a decretar estado de exceção ontem. Em anúncio em cadeia nacional, o presidente confirmou a decisão tomada em reunião do ministério, na terça-feira, que elimina os subsídios para a gasolina e o diesel, e um aumento de 123% nos preços dos combustíveis —  uma medida que deve gerar cerca de US$ 1,5 bilhão por ano. 

Na quarta-feira, movimentos sociais equatorianos iniciaram uma série de protestos contra as reformas trabalhistas e fiscais promovidas pelo governo, com base em um acordo com o FMI em troca de um empréstimo de US$ 4,209 bilhões. O objetivo é reduzir o déficit fiscal de cerca de US$ 3,6 bilhões este ano para menos de US$ 1 bilhão em 2020.

O estado de exceção permite que o governo limite a liberdade de ir e vir da população e imponha censura prévia à imprensa. A medida, que vale por 60 dias mas pode ser estendida por mais 30, também autoriza o governo a usar militares na segurança pública e fechar portos e aeroportos. Até agora, 19 pessoas foram presas.

“O estado de exceção busca enfrentar um momento especial, pelos focos de violência criados por grupos conhecidos que pretendem prejudicar e desestabilizar o governo constituído”, afirmou Moreno. “As medidas que anunciei na terça-feira continuam firmes. Não há possibilidade de alterá-las, principalmente às relacionadas a um subsídio perverso que causou muitos danos ao país”. De O Globo

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