Manchas de óleo chegam na Praia do Forte

Poluição já chegou nas prais de Jandaíra, Esplanada e Entre Rios. No entanto, segundo relatos não oficiais, já teria chegado a Praia do Forte


Tribuna da Bahia, Salvador
09/10/2019 13:12 | Atualizado há 14 dias, 2 horas e 8 minutos

   
Foto: Reprodução

Por Lício Ferreira

A presença do petróleo cru, que atingiu o litoral nordestino e  que já manchou as praias de Jandaira, Conde, Esplanada e Entre Rios, está obrigando o Projeto Tamar a levar as tartaruguinhas recém-nascidas para serem lançadas nas praias de Arembepe e Busca Vida ou até em alto-mar. Segundo relatos de moradores do Litoral Norte de Salvador as manchas de petróleo já chegaram à Vila de Praia do Forte, mas não há confirmação oficial.

Segundo o coordenador do projeto Tamar, César Coelho desde a semana passada que as praias estão sendo monitoradas para saber onde levar os animais com total segurança. ”Em decorrência da quantidade de óleo que chegou às praias já anunciadas e de que também estava no mar, tivemos que reter os animais conosco. O óleo, quando toca no animal adulto ele tem como se livrar nadando. Porém, no caso dos filhotes, ele se fixa e pode levá-lo até a morte”, justifica o engenheiro de pesca do Tamar.

Nesta terça-feira, os integrantes do Projeto Tamar se reuniram para a definição a ser tomada. “Temos que levar os animais para uma região que não esteja afetada pelo acidente ambiental. O óleo está indo em direção ao Sul do país. Dai que, estamos pretendendo levar as tartaruguinhas para liberá-las nas praias de Arembepe ou Busca Vida, e, no ultimo caso, levá-las para soltar em alto mar”, antecipa César Coelho. Em mãos, o projeto Tamar tem 600 animais capturados e 330 ninhos prestes a eclodir, com cada um abrigando 100 animais. 

AÇÕES 

Desde o ultimo dia 02, o Ibama vem estabelecendo uma série de ações, juntamente com o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (DF), Marinha e Petrobras, com o objetivo de investigar as causas e responsabilidades do despejo. O resultado conclusivo das amostras, solicitadas pelo Instituto e pela Capitania dos Portos, e cuja análise foi feita pela Marinha e pela Petrobras, apontou que a substância encontrada nos litorais é petróleo cru, ou seja, não se origina de nenhum derivado de óleo.

A investigação aponta que a sua origem ainda não foi identificada, mas a Petrobras garante que o óleo encontrado não é produzido pelo Brasil. O Ibama requisitou apoio da Petrobras para atuar na limpeza de praias e os trabalhadores que estão sendo contratados são agentes comunitários, pessoas da população local, que recebem treinamento prévio da empresa para ocasiões em que forem necessários serviços de limpeza. 

O acidente ambiental já atingiu mais de 132 pontos com registros de óleo em 61 cidades de nove estados diferentes: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.  Oito animais morreram sufocados, e os biólogos temem que a poluição se espalhe ainda mais e chegue a prejudicar a reprodução de animais, entre eles, as baleias jubarte.


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