Marinha identifica óleo em praia de Camaçari e BA tem 6ª cidade atingida

Segundo prefeitura de Conde, pesca e turismo foram impactados pelo aparecimento do óleo. Esplanada, Entre Rios, Jandaíra e Mata de São João também foram atingidos


Tribuna da Bahia, Salvador
09/10/2019 15:19 | Atualizado há 14 dias, 45 minutos

   
Foto: Ari Manaia / Arquivo Pessoal

O número de cidades baianas atingidas pela mancha de óleo que afeta o litoral do Nordeste subiu para seis, nesta quarta-feira (9). A informação é da Marinha. Os últimos registros são em Itacimirim e Guarajuba, praias da cidade de Camaçari, na região metropolitana de Salvador. As demais cidades atingidas pelo óleo são Jandaíra, Mata de São João, Esplanada, Entre Rios e Conde.

Com isso, agora a Bahia tem 13 praias atingidas, distribuídas em 6 cidades. Confira:

Guarajuba e Itacimirim (Camaçari)

Mangue seco e Coqueiro (Jandaíra)

Barra da Siribinha , Barra do Itariri , Sítio do Conde e Poças (Conde)

Baixio e Mamucabo (Esplanada)

Subaúma e Porto do Sauipe (Entre Rios)

Praia do Forte (Mata de São João)

Os municípios afetados ficam no litoral norte do estado. Em Conde, a cerca de 185 km de Salvador, 18 toneladas de óleo foram retiradas da areia da praia de Sítio de Conde. A informação foi divulgada por Ari da Silva Manaia, fiscal ambiental da cidade, nesta quarta.

Todo o material foi coletado entre a sexta-feira (4) e terça-feira (8). As outras praias da cidade, Barra da Siribinha e Barra do Itariri, que também foram atingidas, ainda não começaram o processo de retirada do material.

Ao todo, 80 pessoas de uma empresa contratada pela Petrobras participaram da retirada. Como ainda não há um lugar exato para o descarte, o resíduo foi colocado em uma parte mais deserta da praia.

"A gente está buscando orientação junto com o Ibama, com os órgãos, para saber onde vamos descartar. Por enquanto, todo o material está sendo colocado no chão da praia, em uma região que é mais vazia. A gente ainda não sabe onde vamos descartar depois. Esse material deve ser analisado pelo Inema, Ibama e estudiosos da Universidade Federal da Bahia (Ufba)", afirmou Ari.

Ainda segundo o fiscal, desde que o produto começou a aparecer na região, o turismo e a pesca são impactados. Apesar disso, ainda não há uma amostragem sobre o danos.

“As pessoas deixaram de ir para praia. Já foram desmarcadas vários reservas dos hotéis por causa disso. Além disso, vem afetando muito a pesca. Os pescadores estão deixando de ir pescar. Todo mundo com medo. Os alimentos não são mais vendidos. Está impactando muito”, completou Ari.

Em Entre Rios (Subaúma e Porto do Sauipe) e Mata de São João (Praia do Forte), a retirada do óleo ainda não foi inciada. As prefeituras locais descartam impactos na pesca e no turismo da região.


Do G1 Bahia

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