Polícia Civil investiga ligação de ataques com grupo que convocou greve

Atos de vandalismo ocorridos horas após anúncio de paralisação por parte de um grupo são apurados pelo Departamento de Polícia Metropolitana


Tribuna da Bahia, Salvador
10/10/2019 10:58 | Atualizado há 13 dias, 5 horas e 19 minutos

   
Foto: Divulgação

A Polícia Civil já iniciou as investigações sobre ataques a estabelecimentos comerciais cometidos horas após um grupo anunciar paralisação. E o faz muito bem. A Bahia não pode ficar refém de bandidos que valendo-se de falsas mensagens espalhadas pelas redes sociais tentam aterrorizar essa cidade.

Indícios apontam que as ações  foram coordenadas para gerar sensação de insegurança, revelam as autoridades policiais do Estado, tanto que já foram solicitadas perícias nas munições encontradas, imagens de câmeras da SSP e de segurança privadas. 

É hora de enfrentar com rigor os que só pensam em ganhos pessoais ou políticos, dando às costas à sociedade. Equipes dos departamentos de Polícia Metropolitana (Depom) e de Inteligência Policial (DIP) já estão em campo, na busca de  testemunhas das ações de vandalismo da noite passada.  

Até porque, como bem diz o delegado-geral da Polícia Civil, Bernardino Brito, fatos como esses, incluindo saques e arrombamentos em massa, não fazem parte da rotina da cidade.  "Não temos ocorrências desta natureza e, esta coincidência com os acontecimentos, logo depois do anúncio de greve, é determinante para o início das apurações", disse ele, com a experiência de quem se acostumou a lidar com bandidos de todos os níveis.

Uma preocupação procedente. Mesmo que uma ou outra viatura tivesse deixado de circular ontem, o que segundo o comando da PM não ocorreu, é absolutamente descabido o tipo de ataque ocorrido na noite passada, ficando evidente de que forças interessadas em semear o caos e o medo na cidade se incumbiram de fazê-lo.

Transformar uma instituição como a Polícia Militar da Bahia numa espécie de joguete político é algo inconcebível, ainda mais pelo bom diálogo estabelecido todo o tempo pelo Estado com o comando da corporação, procurando dentro dos limites prudenciais atender todas as demandas.

E o governador Rui Costa foi firme ao afirmar ontem que manobras eminentemente políticas não prosperarão. "Estão querendo colocar o povo baiano de joelhos. Eu asseguro que a população baiana não ficará de joelho ante esse terrorista". Rui classificou ainda de criminoso o ato e de extrema covardia.

Os investimentos feitos em equipamentos são um bom exemplo, mas o que o Estado buscou e realizou nesses últimos anos foi uma política de valorização do policial e aí leia-se o civil e o militar, mesmo estando engessado em termos de aumentos de gastos com pessoal por conta da própria legislação em vigor.

Afora isso, a Bahia é quase uma ilha em termos de pagamento dos salários dos seus servidores públicos. Enquanto estados como Minas, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, só para citar três grandes da federação, sofrem para pagar seus salários, muitas vezes de forma parcelada ou sem previsão para o 13º, a Bahia mantém e muitas vezes até antecipa a data do pagamento dos salários e soldos, preocupação que tem marcado desde o primeiro dia a gestão do governador Rui Costa. 

Lamentável, portanto, neste quadro, que políticos oposicionistas resolvam engrossar as fileiras de um movimento que tanto penaliza a Bahia e os baianos, dando trela a ação irresponsável do líder do infausto movimento.

A Bahia e os baianos esperam equilíbrio e maturidade dos diversos atores envolvidos nesta história e aplaude os verdadeiros policiais militares que conscientes de sua responsabilidade honram a farda que vestem e seguem cumprindo sua nobre missão de garantir a segurança pública no Estado, certos de que o que for possível fazer pela corporação será feito pelo governo, mantido os limites legais da lei de responsabilidade fiscal.


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