Análise de pesquisadores da UFBA aponta que óleo que atinge litoral do NE é produzido na Venezuela

Segundo pesquisadores da instituição, resultado foi encontrado após diversos testes comparativos com nove amostras. Bahia tem seis cidades contaminadas


Tribuna da Bahia, Salvador
10/10/2019 15:31 | Atualizado há 13 dias, 49 minutos

   
Foto: Reprodução

Um estudo realizado pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal da Bahia (UFBA) aponta que o petróleo que atinge o litoral do Nordeste veio da Venezuela. A informação foi divulgada pela diretora da entidade, a pesquisadora Olivia Oliveira, durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (10).

"Nossos estudos agroquímicos evidenciam que o óleo é proveniente de uma bacia da Venezuela. Foram diversas análises geoquímicas, a partir da coleta dessas amostras. Esse trabalho realmente revelou que se trata de um petróleo produzido na Venezuela", afirmou Olivia.

Apesar da afirmação dos pesquisadores, o governo de Nicolás Maduro nega que a Venezuela é responsável pelo petróleo que atinge as praias do litoral nordestino. Conforme o comunicado, não há evidências de vazamentos de petróleo nos campos de petróleo da Venezuela que possa ter causado danos ao ecossistema do Brasil.

De acordo com a diretora do Instituto da UFBA, o resultado que comprova a nacionalidade do resíduo foi encontrado após diversos testes comparativos com sete amostras coletadas em Sergipe e duas na Bahia.

"Nós temos diversos dados da literatura onde mostram perfis cromatográficos, resultados que nós produzimos no laboratório. Além disso, nós temos um banco de óleo de diversas partes do mundo, que também fazemos essa comparação. Através de análises como essas, chegamos ao resultado", disse.

Segundo a pesquisadora, os dados apontam também que a substância se assemelha com petróleo cru. Ainda não há informações, no entanto, de quanto tempo o resíduo está no mar, nem se é proveniente de um navio ou não.

"Se parece muito com petróleo cru. Mas não deixamos a possibilidade de ser bunker, combustível de navio. Seria um óleo mais pesado. Um óleo mais de resíduo. Mas ainda não temos a real certeza. O óleo apresentava uma certa degradação. Pode ser um óleo cru, como poderia ser bunker, onde a parte crua, onde a parte do diesel que é utilizada com esse bunker foi evaporada", completou a diretora.

Conforme a pesquisadora, todas as análises desenvolvidas na UFBA serão encaminhadas para Instituto do Meio-Ambiente e Recursos Hídricos (Inema).


Do G1 Bahia

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas