Número de notificações por dengue, zika e chikungunya crescem em Salvador

Dados comparam meses de janeiro a setembro de 2018 e 2019. Percentuais de aumento variam entre 340% e 1.059%


Tribuna da Bahia, Salvador
15/10/2019 18:10 | Atualizado há 28 dias, 1 hora e 8 minutos

   
Foto: Reprodução

O número de notificações por dengue, zika e chikungunya cresceram em Salvador, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital. Os percentuais de aumento variam entre 340% e 1.059%.

Os dados são de janeiro a setembro deste ano em comparativo com 2018. A SMS detalhou que, no ano passado, foram registrados 1.353 casos de dengue. Este ano, o número subiu para 5.961 – um aumento de 340%.

Nos casos de zika vírus, o aumento também foi expressivo. Entre janeiro e setembro de 2018, a SMS notificou 77 casos. Neste ano, o número de notificações chegou a 489 registros – um aumento de 535%.

O pior percentual de aumento ficou com os casos de chikungunya: 1.059%. No mesmo período do ano passado, a secretaria registrou 87 casos. Neste ano foram 1.009 notificações.

Na capital, o estado é de alerta, porque a cada 100 casas três têm foco do mosquito. Em algumas áreas da cidade, a situação é considerada de risco porque o índice de infestação predial chega a ser três vezes maior do que a média de Salvador.

Os índices acendem um alerta em localidades do subúrbio da capital, como a comunidade de Nova Constituinte, que fica no bairro de Periperi. Por lá, dois terrenos baldios acumulam lixo e preocupam moradores.

Na residência da dona de casa Valdilene Silva, ninguém escapou: ela, o marido e os filhos tiveram zika, chikungunya e dengue.

"Cinco pessoas que vivem aqui comigo tiveram, ninguém escapou. Eu não cheguei a ter dengue, mas tive chikungunya e zika. Sinto as dores até hoje", disse.

A subcoordenadora do Programa de Combate às Arboviroses, Isolina Miguez, orienta que os moradores devem observar a forma como os agentes trabalham, para repetir as medidas e evitar que os mosquitos se multipliquem.

“Vedar com plástico forma reentrâncias. Essa reentrância, quando chover, vai acumular água de qualquer forma. Isso faz com que crie orifícios que os mosquitos entram. Os agentes vão na casa das pessoas de três em três meses, pelo menos, porque nós temos quatro ciclos de visitas domiciliares. A gente pede à população que observe o que a gente faz e depois reproduza”, disse Isolina.



Por: G1 Bahia

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