Eduardo diz que presidente não pode estar sujeito à 'bipolaridade' de líder

Eduardo Bolsonaro chegou a ser anunciado líder, mas Delegado Waldir retomou posto


Tribuna da Bahia, Salvador
21/10/2019 07:45 | Atualizado há 22 dias, 11 horas e 32 minutos

   
Foto: Reprodução internet

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou este final de semana que o presidente Jair Bolsonaro, pai dele, não pode estar sujeito à "bipolaridade" do líder do PSL na Câmara, deputado Delegado Waldir (PSL-GO). Eduardo deu a declaração ao fazer uma transmissão ao vivo em uma rede social, na qual comentou a crise no PSL que atinge o Palácio do Planalto, o comando do partido e a bancada da legenda no Congresso Nacional. Na última semana, em meio à crise no partido, o líder do governo na Câmara, deputado Major Vitor Hugo (PSL-GO), apresentou uma lista que indicava Eduardo Bolsonaro como novo líder do PSL na Casa. Logo depois, contudo, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) apresentou outra lista, que o recolocava no posto.

Noe sábado, Eduardo Bolsonaro afirmou que não queria a função de líder, mas decidiu ocupar o posto porque Waldir havia orientado obstrução em uma votação de interesse do governo. "Comigo na liderança, todos concordaram que a liderança estaria em boas mãos. O próprio presidente Jair Bolsonaro não queria que eu fosse líder, eu também não queria, mas diante desses fatos não vou me acovardar. E, vendo o líder do PSL, que é o partido do presidente, orientando contra a Presidência da República, não sou eu que vou ficar de braços cruzados. Então, começamos a correr atrás de uma lista", afirmou Eduardo.

Sem citar o áudio que revelou uma articulação de Bolsonaro para tirar o líder do PSL da função, o filho do presidente declarou em seguida: "Não me venham com esse papinho, com essa gargantinha 'ai, o presidente interferiu'. Interferindo, nada. Ele está fazendo um projeto para o Brasil e o partido dele dentro da Câmara está indo contra o presidente, porra. Tu acha o quê? Que ele tem que fazer o quê? Que ele tem que ficar 'não vou interferir'?" "A gente não pode ficar a esse sabor, a essa quase bipolaridade de uma pessoa para colocar adiante as pautas do país. É só isso", concluiu.

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