Santiago tem novos protestos, os mais violentos desde a redemocratização

Autoridades decretam toque de recolher pelo segundo dia. Até ontem, três pessoas morreram e 1.462 foram detidas nas manifestações pelo país


Tribuna da Bahia, Salvador
21/10/2019 08:00 | Atualizado há 22 dias, 3 horas e 26 minutos

   
Foto: Reprodução

Confrontos violentos entre a polícia do Chile e manifestantes voltaram a eclodir ontem, 20, em vários pontos de Santiago, em meio à explosão social que levou o governo de Sebastián Piñera a enviar militares às ruas. Autoridades decretaram toque de recolher no país pelo segundo dia, adiantando o início da medida para as 19h (18h em Brasília), em meio ao "estado de emergência" em cinco regiões do país. Até o momento, três pessoas morreram e 1.462 foram detidas nas manifestações, as mais violentas desde o retorno da democracia após o fim da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990). 

Ontem, um novo “panelaço” se transformou novamente em enfrentamentos com as forças especiais da polícia e militares, que repeliram os ataques com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água. O país amanheceu com praticamente todo o comércio fechado, voos cancelados no aeroporto e ruas vazias, após os protestos iniciados na sexta-feira em razão do aumento do preço da passagem do metrô. O centro de Santiago virou um cenário de destruição: semáforos no chão, ônibus queimados, lojas saqueadas e milhares de destroços nas ruas. Apesar da decretação do toque de recolher e da mobilização de quase 10 mil militares nas ruas, os distúrbios prosseguiram durante a madrugada em Santiago e outras cidades, como Valparaíso e Concepción, que também foram afetadas pela medida que restringe a movimentação.

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