Gás de cozinha ficará 5,3% mais caro

O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que suas associadas foram comunicadas pela Petrobras sobre o aumento


Tribuna da Bahia, Salvador
23/10/2019 11:54 | Atualizado há 20 dias, 7 horas e 21 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus / Tribuna da Bahia

Por: Poliana Antunes


As distribuidoras de botijões de gás de cozinha de Salvador ainda estão com o ritmo normal nas vendas. Contudo, esse cenário deve mudar em breve. Isso porque, a Petrobras reajustou o valor do gás liquefeito de petróleo (GLP), tanto industrial quanto residencial (gás de cozinha), nesta terça-feira (22). O Sindicato Nacional das Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que suas associadas foram comunicadas pela Petrobras sobre o aumento.

De acordo com o Sindicato, no caso do GLP, os botijões de até 13 kg terão aumento de 4,8% a 5,3%. O GLP industrial (embalagens acima de 13 kg) deverá subir entre 2,9% e 3,2%, de acordo com a região. Ainda segundo o Sindigás, os preços dos GLP empresarial e do GLP residencial estão praticamente iguais. O sindicato afirma que isso “é um bom sinal para o mercado”.

De acordo com o proprietário de uma distribuidora de botijão de gás, localizada na Avenida Vasco da Gama, Waldir Soares, o aumento, ainda, não atingiu seu comércio. “O aumento foi oficializado hoje ( ontem 22), portanto, está muito cedo para os clientes notarem o a diferença nos preços. Mesmo porque, meu estoque é grande e ainda irei vender os botijões antigos pelo mesmo preço”, explicou Waldir.

Para a dona de casa Helena Alves, 47 anos, o aumento terá impacto direto no orçamento da família. “Fui pega de surpresa com essa notícia do aumento. Tenho certeza que esse valor irá fazer falta para as famílias no final do mês. Espero que pelo menos o reajuste não venha com os pagamentos em cartões de crédito”, disse a dona de casa.

De acordo com a pesquisa feita pela reportagem da Tribuna da Bahia, os valores dos botijões, quando são vendidos com cartões de créditos, chegam a aumentar 10% no valor inicial. Os pagamentos feitos em espécie (dinheiro) ganham um desconto do mesmo valor. “Dessa forma, os clientes têm vantagens quando pagam no dinheiro”, explicou Waldir Soares.

Dados do Ministério da Economia mostram que cerca de 70% do gás de cozinha é vendido em botijões de 13 kg, volume muito acima do que seria consumido se somente a baixa renda utilizasse esse insumo. Para o governo, no passado, essa política se justificava porque a diferença entre o preço do gás produzido internamente e o importado era grande. Segundo o órgão, hoje, essa diferença seria de cerca de 5%.

O Sindigás informou em nota que, suas empresas associadas foram comunicadas pela Petrobras, sobre o aumento no preço do GLP residencial (embalagens de até 13 kg) e empresarial (destinado a embalagens acima de 13 kg). “O aumento passa a valer a partir de terça-feira (22), nas unidades da petroleira”, ressalta o sindicato.

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