Custo da cesta básica sobe 0,76% em salvador

Com o aumento, a cesta básica na capital baiana passou a custar R$ 347,65 em outubro, R$ 2,61 a mais em relação ao mês anterior


Tribuna da Bahia, Salvador
07/11/2019 07:50 | Atualizado há 12 dias, 21 horas e 15 minutos

   
Foto: Reginaldo Ipê / Tribuna da Bahia

Por: Poliana Antunes


Ficou mais caro colocar comida na mesa dos baianos. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em outubro, a cesta básica aumentou 0,76% em Salvador, sendo este o primeiro aumento após cinco quedas mensais consecutivas. Com o aumento, a cesta básica na capital baiana passou a custar R$ 347,65 em outubro, R$ 2,61 a mais em relação ao mês anterior.

Segundo o órgão, este resultado é consequência do aumento de preço em 7 dos 12 produtos pesquisados na capital baiana. O produto com maior aumento de preço, em outubro, foi o tomate (6,27%). Em seguida vieram o óleo de soja (4,27%), o pão francês e o açúcar cristal ambos empatados (1,38%), o feijão (0,81%), o arroz (0,27%) e o leite (0,25%).

Não houve variação no preço da manteiga (0,00%) e os 4 produtos que apresentaram diminuição de preço, foram: a farinha de mandioca (-1,85%), a banana (-1,76%), o café (-1,14%), e a carne (-0,49%).

Ainda segundo o Dieese, quando se compara o custo da cesta básica de Salvador e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto referente à Previdência Social, o comprometimento no salário dos soteropolitanos foi de 37,86% em outubro de 2019. Maior que os 37,58% de setembro e que os 37,72% em outubro de 2018.

PESQUISA

A pesquisa foi realizada em 17 capitais onde o diagnóstico foi um aumento nas cestas básicas de nove cidades e a diminuição do valor em outras oito. As altas mais expressivas ocorreram em Brasília (5,21%), Campo Grande (3,10%) e Goiânia (1,12%). As quedas mais importantes foram anotadas em Natal (-3,03%) e João Pessoa (-2,34%).

Informações do Dieese explica que, de janeiro a outubro deste ano, 10 capitais pesquisadas acumularam taxas positivas, com destaque para Vitória (6,06%) e Recife (5,57%). Outras sete cidades mostraram redução, sendo que a mais expressiva ocorreu em Aracaju (-9,40%).

Com base na cesta mais cara que, em outubro, foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima mensalmente o valor do salário mínimo necessário.

Em outubro, o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria equivaler a R$ 3.978,63, ou 3,99 vezes o mínimo de R$ 998,00. Já em setembro, o piso mínimo necessário correspondeu a R$ 3.980,82, ou 3,99 vezes o mínimo vigente. No mesmo período do ano passado, o valor necessário foi de R$ 3.783,39, ou 3,97 vezes o salário mínimo, que era de R$ 954,00.

DIFERENÇA DOS PREÇOS

Segundo o órgão, em outubro deste ano, foi observada tendência de queda nos preços da batata, pesquisada na região Centro-Sul e da manteiga. Já as cotações do óleo de soja, da carne bovina de primeira e da farinha de trigo, pesquisada na região Centro-Sul, aumentaram na maior parte das cidades.

O preço médio da batata diminuiu em nove das capitais da região Centro-Sul, onde é pesquisada. As quedas variaram entre -17,66%, em Porto Alegre, e -1,36%, em Campo Grande. A alta foi registrada em Brasília, 4,96%. Em 12 meses, todas as capitais apresentaram taxas positivas, que variaram entre 35,57%, em Goiânia, e 103,50%, em Campo Grande. O calor fez com que a batata chegasse ao varejo em maior volume, o que reduziu o preço para o consumidor.

O quilo da manteiga diminuiu em 11 capitais, manteve-se estável em Salvador e aumentou em outras cinco cidades. As quedas oscilaram entre -4,99%, em Campo Grande e -0,17%, em Belém. A alta mais expressiva foi anotada em Brasília (1,23%). Em 12 meses, houve elevação do valor médio do quilo em 12 capitais, com taxas entre 1,34%, em Vitória e 12,34%, em Goiânia. A queda mais intensa ocorreu em Belo Horizonte (-12,33%).

No mesmo período, o Dieese mostrou que o preço do leite no campo diminuiu. Já as empresas criaram estratégias para atrair os consumidores retraídos, devido ao alto valor dos derivados lácteos no varejo.

O preço médio do óleo de soja aumentou em 15 cidades, ficou estável em Campo Grande e diminuiu -0,25%, em Recife. As altas oscilaram entre 0,60%, em Goiânia, e 7,69%, em Florianópolis. Em 12 meses, com exceção de Brasília (-0,30%), as demais cidades tiveram altas acumuladas, com destaque para Goiânia (23,08%) e Florianópolis (12,25%). A maior demanda do óleo de soja para produção de biodiesel reduziu a oferta e aumentou o preço no varejo.

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