Pesquisa aponta que Salvador ocupa a 6ª posição no ranking de franquias

e acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a projeção é de que o setor cresça entre 8% e 10% este ano em faturamento


Tribuna da Bahia, Salvador
08/11/2019 07:40 | Atualizado há 11 dias, 21 horas e 22 minutos

   
Foto: Imagem ilustrativa

Por: Yuri Abreu


Opções para aqueles que não querem correr grandes riscos, principalmente em momentos ainda de instabilidade econômica, as franquias vem ganhando destaque junto ao público e apresentando números expressivos ante ao mercado. De acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF), a projeção é de que o setor cresça entre 8% e 10% este ano em faturamento.

A mesma entidade divulgou, agora neste mês de novembro, uma pesquisa que apontou Salvador como 6ª maior do Brasil em número de franquias, com 1.801 – essas operam mais de 4 mil unidades. O levantamento abordou o primeiro trimestre deste ano, ressaltando ainda um aumento de 9% em relação ao mesmo período de 2018.

A capital baiana fica, nesse quesito, atrás apenas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Curitiba, mas a frente de outras como Porto Alegre, Campinas/SP, Fortaleza e Recife, liderando, assim, o ranking da Região Nordeste.

Com relação ao mercado, em toda a Bahia, a maior parte das franquias é composta por aquelas do setor de saúde, bem estar e beleza (27,6%), seguida pelas de alimentação (21,5%) e moda (11,5%). Também aparecem com destaque os segmentos de casa e construção (8,4%), além de serviços e outros negócios (6,9%).

Para se ter uma noção da boa colocação do estado neste segmento, o faturamento de franquias locais no 3º trimestre deste ano foi de R$ 1,514 bilhão, 11% acima do que foi registrado no mesmo período de 2018, quando essas empresas tiveram um lucro de R$ 1,362 bi, segundo a Associação Brasileira de Franchising.

NORDESTE

Os resultados da Bahia também se refletem em toda a Região Nordeste, pontua a ABF. Conforme a instituição, houve uma alta de 15% no número de redes que atuam no mercado nesse 3º trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior. Atualmente, 934 marcas operam na região com 15.827 pontos de venda. O número de unidades também acompanha esse ritmo, com uma expansão de 8%.

O mercado de franquias no Nordeste faturou mais de R$ 6,5 bilhões, o que representa um crescimento de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. A maioria das redes da região atua nos mercados de Saúde, Beleza e Bem-Estar (27,2%), Alimentação (24%) e Moda (12,8%), dados que, segundo a associação, demonstram que o mercado nordestino está em linha com o nacional.

“A cada ano provamos que o Nordeste tem uma grande importância no sistema de franquias brasileiro. Temos números favoráveis. É a demonstração de que os empreendedores estão buscando espaços fora do eixo Rio-São Paulo”, destacou o diretor da regional Nordeste da ABF, Leonardo Lamartine.

BRASIL

Também segundo levantamento da ABF, o mercado de franchising brasileiro registrou um crescimento nominal de 6,1% no terceiro trimestre deste ano, ante o mesmo período de 2018. O faturamento passou de R$ 44,479 bilhões para R$ 47,203 bilhões.

O índice de abertura de lojas no terceiro trimestre foi de 4,3%, contra o fechamento de 1,4% das unidades, o que resultou num saldo de 2,9% no período. Com isso, o total de unidades de franquia em operação no País chegou a 160.553. Além disso, a pesquisa apontou que houve uma alta de 4% no número de postos de trabalho no período, que passou de 1,286 milhão para 1,343 de pessoas diretamente empregadas no setor.

“Depois de um segundo trimestre com algumas incertezas, o terceiro trouxe sinais mais positivos, especialmente no varejo e no andamento das reformas. Isso melhorou o índice de confiança empresarial e do consumidor, alavancando os negócios. Além disso, o setor manteve sua agenda de ajustes para busca de eficiência e, principalmente, para se adaptar à digitalização da economia e aos novos hábitos do consumidor”, afirmou o presidente da ABF, André Friedheim.

O QUE FAZER?

Se você, leitor, viu esses números, ficou interessado em saber um pouco mais sobre mercado, mas não sabe por onde começar, a TB te ajuda.

Segundo o site Portal do Franchising, é importante que o investidor tenha, inicialmente, o espírito empreendedor. Outra característica relevante é ter o perfil semelhante ao que a franquia escolhida busca nos parceiros.

“Habitualmente as marcas procuram investidores que sigam as regras impostas pela franqueadora de forma estratégica, além de já terem traçado planejamentos de venda, marketing, operação e de atendimento, entre outros. Espírito empreendedor, dinamismo, capacidade de gestão de crises, desejo de aprender e disposição para trabalhar inclusive aos finais de semana também são características relevantes que as franqueadoras procuram”, alerta o portal.

Entre os segmentos em destaque, apresentam-se os de Casa e Construção, Comunicação, Informática e Eletrônicos, Moda, Serviços Educacionais e Serviços e Outros Negócios se destacam. Outros caminhos são alimentação, entretenimento e lazer, hotelaria e turismo, além de limpeza e conservação. Nesses casos, é importante conhecer os modelos de operação, produtos e serviços, assim como as atividades de rotina do segmento escolhido antes de fechar o negócio.

Já em termos de dinheiro a investir, o mesmo site destaca que o franchising brasileiro oferece oportunidades para todo tipo de investidor, desde aqueles com menor poder aquisitivo àqueles que possuem maior poder de barganha. A depender do tipo escolhido, o valor pode variar dos R$ 5 mil aos R$ 36 milhões. Por outro lado, o prazo de retorno do investimento inicial costuma oscilar entre 24 e 36 meses.

APROVAÇÃO

O plenário do Senado aprovou, anteontem, o Projeto de Lei (PL) 219/2015 que atualiza o marco legal do franchising brasileiro. O projeto, do ex-deputado Alberto Mourão, começou a tramitar na Câmara dos Deputados em 2015 e agora vai à sanção presidencial. Ele revoga a lei vigente, conhecida como Lei do Franchising (Lei 8.955/1994), e introduz novas regras. Entre elas, a regulação da figura da franquia pública e, como em outros países, cria a possibilidade de sublocação de espaços comerciais da franqueadora ou franqueado, facilitando o processo de expansão das redes.

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