Após romper com Bolsonaro, Dayane Pimentel diz que não é “traidora”

A deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) negou que tenha traído o eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) após protagonizar confusões com o clã do gestor federal


Tribuna da Bahia, Salvador
09/11/2019 10:18 | Atualizado há 10 dias, 5 horas e 44 minutos

   
Foto: Reprodução Facebook

Por: Henrique Brinco


A deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) negou que tenha traído o eleitorado do presidente Jair Bolsonaro (PSL) após protagonizar confusões com o clã do gestor federal. A baiana foi uma das parlamentares que apoiou a permanência do deputado federal Delegado Waldir no posto de líder do PSL na Câmara Federal e não assinou a lista para que Eduardo Bolsonaro pudesse assumir o cargo. "Eu não sou traidora. Eu continuo com as mesmas pautas. Eu me sinto traída, porque a partir do momento que confio na pessoa, olho nos olhos e ela me garante que posso contribuir, mas ela me mostra que não posso nem divergir, então a traída sou eu", defendeu-se, em entrevista à Metrópole FM.

A relação entre Pimentel e Bolsonaro azedou após ela ser flagrada em um grampo durante uma reunião de deputados do PSL. Foi nessa reunião que o Waldir afirmou que implodiria o governo. Durante a conversa, Dayane comenta a lista com as assinaturas para colocar o deputado Eduardo Bolsonaro na liderança do PSL na Câmara Federal. Ela faz parte da tropa que defende a permanência de Luciano Bivar (PSL-PE) no comando nacional do partido. "O presidente diz: ‘Assina, senão é meu inimigo’. Quem é que não ia assinar? Por isso que eu não fui", disse a parlamentar, no áudio vazado na imprensa.

Desde então, Dayane tem travado uma verdadeira guerra com o clã Bolsonaro. Ela afirma que continua apoiando o presidente, mas já protagonizou brigas nas redes sociais com o filho do gestor, o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Já o marido dela, Alberto Pimentel, rompeu com o próprio Bolsonaro e o chamou de "louco" nas redes sociais.

Na entrevista, Dayane justificou que apoiou a continuidade do deputado de Goiás na liderança porque foi um compromisso assumido ainda na campanha. Ela afirma que chegou a receber uma ligação do presidente Jair Bolsonaro, que procurou também outros deputados da sigla para convencê-los a chancelar a escolha do filho como líder do PSL, mas não atendeu, para não ter que negar um pedido ao presidente.

"Mantive minha postura. Significa que cumpri com minha palavra, que foi a liderança que foi meu compromisso do início do mandato", declarou Dayane. Segundo a deputada, ele vai seguir apoiando o presidente nas suas pautas, mas desde que seja a favor da população. Para ela, se tiver dificuldade nas conquistas do seu mandato, ficaria claro que seria uma retaliação. "Se nem esquerda tá tendo, se eu tiver vai ficar claro que é retaliação e não vai ser a mim, vai ser ao meu estado. Continuo apoiando pautas de Bolsonaro, sou seu soldado e acredito em suas pautas, desde que venha beneficiar povo baiano", afirmou.

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