Cresce o número de pessoas desaparecidas na capital

Em 2019, de janeiro até agora, segundo dados do Departamento de Proteção a Pessoa (DPP), órgão integrante da Polícia Civil, em Salvador, 397 pessoas desapareceram na capital. Em 2018, esse número foi 379


Tribuna da Bahia, Salvador
09/11/2019 12:00 | Atualizado há 3 dias, 7 horas e 18 minutos

   
Foto: Reprodução / Google fotos

Por: Poliana Antunes


A ausência de qualquer explicação, ou até mesmo de um corpo, paralisa a vida dos parentes. E isso é apenas o primeiro passo rumo a um abismo emocional sem fim. De repente, o tempo destes familiares parece parar. E a vida se transforma em uma angústia sem tamanho. O almoço de domingo, as festas de aniversário, as celebrações de Natal e Ano Novo, o Dia dos Pais, o Dia das Mães, nada mais faz sentido. Em 2019, de janeiro até agora, segundo dados do Departamento de Proteção a Pessoa (DPP), órgão integrante da Polícia Civil, em Salvador, 397 pessoas desapareceram na capital. Em 2018, esse número foi 379.

De acordo com o órgão, o número de pessoas localizadas com vida, teve aumento significativo. De janeiro até outubro, foram localizadas 337 pessoas vivas. Enquanto, no ano passado o DPP localizou 324 pessoas nas mesmas condições. Contudo, o trabalho minucioso da polícia, ainda, apresenta tristes dados de óbitos. Em 2019, foram 19 vítimas foram achadas mortas. Durante o ano passado, a polícia encontrou o mesmo número de pessoas sem vida.

A instituição ressalta que, o perfil de pessoas desaparecidas são na grande maioria, os adolescentes em conflitos familiares. Contudo, os idosos com problemas de saúde mental e perda da memória também incrementam essa estatística. Outros casos comuns são de pessoas com transtornos mentais, resistentes a orientações médicas e familiares. Pessoas vindas de outra cidade, em busca de trabalho ou de parentes, sem terem certeza dos endereços para onde querem ir, também entram nos dados de pessoas que somem do laço familiar.

Já com relação aos motivos, a instituição explica que, os adolescentes muitas vezes têm conflitos familiares em relação às amizades, relacionamentos amorosos e sexualidade contestada pela família. No caso dos idosos, eles sofrem de depressão e vontade de rever os amigos, também os lugares que passou na vida. As pessoas com transtornos mentais geralmente sofrem de inquietação por conta dos problemas psiquiátricos.

Por último, têm os viajantes onde existe falta de conhecimento da cidade que se chega.

A Polícia Civil frisa que, após o registro da ocorrência, imediatamente é feita a divulgação da foto do desaparecido. “Equipes da unidade vão ao local onde a pessoa foi vista pela última vez. São colhidas mais informações e possíveis imagens capitadas por câmeras de segurança, além de tentar localizar pessoas do relacionamento do desaparecido. Também são realizadas buscas nos hospitais da cidade e IML. A DPP realiza o contato com asilos, hospitais psiquiátricos”, explica o órgão.

A DPP também informa aos Conselhos Tutelares a situação registrada em ocorrência, quando se trata de criança ou adolescente. Terminais rodoviários ou aeroportos também são locais de busca de informações. A unidade especializada disponibiliza o número de “WhatsApp” para a população contribuir com informações ou foto de situação envolvendo o registro de pessoas desaparecidas.

Ao identificar o desaparecimento de uma pessoa, a DPP fala da importância em ressaltar que, não é necessário aguardar 24 horas para fazer o registro de pessoa desaparecida. “Se tratando de pessoas idosas, com transtornos mentais, crianças ou adolescente, os familiares devem se dirigir a delegacia da área ou a DPP, o mais rápido possível, levando consigo uma foto, se possível atualizada, e informações sobre os laços de amizade, amorosos e outras relações do desaparecido, além do comportamento da pessoa desaparecida”.

A ocorrência deverá ser feita por um parente ou pessoa legalmente habilitada registrar o fato. Não havendo estas condições, os investigadores buscarão imediatamente, com o apoio do comunicante, informações sobre a relação do comunicante com o desaparecido, para esclarecer esta relação e suas possíveis condições de fazer este registro

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