Entre janeiro a setembro Transalvador registrou 369.724 notificações

Quem lidera o ranking são as multas geradas por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%


Tribuna da Bahia, Salvador
18/11/2019 05:30 | Atualizado há 2 dias, 11 horas e 32 minutos

   
Foto: Romildo de Jesus

Por: Cleusa Duarte


Motoristas, muita atenção ao volante em Salvador. Do total de 1.008.358 veículos emplacados na capital baiana foram registradas 369.724 notificações, 33.47% delas através de smartphones, 61.2% por fotossensor/ radar, 4.69% por videomonitoramento e 0.54% manualmente, entre janeiro a setembro deste ano. Quem lidera o ranking são as multas geradas por transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20%. O local com maior índice de registro é o trajeto Avenida Oceânica / Centro Espanhol sentido Farol da Barra.

Em relação aos veículos multados, 66.42% das multas aplicadas são para os carros de passeio, 3.83% utilitários, 2.03% ônibus, 1.83% caminhões, 9.01% motos e 16.88% outros veículos. Somente no último mês de setembro foram aplicadas 41.269 multas.

O top das multas fica entre a Avenida Oceânica/Centro Espanhol sentido Farol da Barra que lidera o ranking dos locais com maiores registros de multas, foram 8.770 nos primeiros nove meses deste ano. Já entre a Marginal da Avenida Luis Viana após saída da 3ª avenida do CAB em sentido Rodoviária, ocupa a segunda colocação com 8.109 registros de multas. O terceiro local em incidência de multas é a Avenida Mário leal Ferreira/posto Mataripe sentido BR 324 com registro de 7.967 multas. Já na Paralela próximo ao acesso para Avenida Orlando Gomes foram registradas 7.801 multas e ocupa a quarta colocação. O quinto lugar quem ocupa é a localização da Rua João Gomes com Vieira Lopes em Ondina, com 6.689 registros.

Transitar em velocidade superior à máxima permitida em até 20% lidera o ranking do tipo de multas aplicadas com 191.256 registradas.. Em segundo lugar vem Avançar o sinal vermelho do semáforo com fiscalização eletrônica constando 11.626 registros. O terceiro lugar é transitar na faixa ou via exclusiva regulamentada para transporte coletivo, com 11.43 registros. O quarto lugar é ocupado pelos motoristas que transitam em velocidade superior à máxima permitida em mais de 20% até 50% são 10.593 registros. Em quinto aparecem as multas de transitar em local/horário não permitido pela regulamentação estabelecida por autoridade, com 4.707 registros.

O motorista Anselmo Constelação diz que apesar de saber a importância de não transitar em alta velocidade às vezes supera o limite quando a paralela está livre “mas estou me educando, ano passado levei duas multas na Paralela. Este ano não tive nenhum registro ainda. Acho importante estas fiscalizações eletrônicas, a gente se educa.”

Na quarta dia 6 o superintendente da Transalvador, Fabrizzzio Muller apresentou as ações realizadas pelo órgão entre 2012 e 2018 e que resultaram numa redução de 53,8% do número de vítimas fatais no trânsito da capital baiana . Ele apresentou as ações durante o VI Fórum de Monitoramento do Plano de Ações Estratégicas para Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis, realizado pelo Ministério da Saúde, em Brasília (DF). O evento reuniu especialistas e gestores da área de saúde de diversos estados do país.

Durante a apresentação, Fabrizzio Muller, expôs as medidas adotadas pelo órgão que levaram a capital baiana a superar, com três anos de antecedência, a meta estabelecida pela ONU para a década 2011 – 2020 de reduzir em 50% o número de mortes no trânsito, “ a Transalvador tem aliado campanhas educativas com intensificação da fiscalização, o que já gera mudanças no comportamento dos motoristas de Salvador. Estamos implantando ações inovadoras, como é o caso do projeto Região de Trânsito Calmo, na Pituba. O conjunto de medidas consiste em uma série de obras de engenharia viária, que envolvem mudanças buscando a redução na velocidade do tráfego de veículos e o aumento da segurança de pedestres e ciclistas.”

O Plano de Ações Estratégicas é elaborado pelo Ministério da Saúde em parceria com vários ministérios e órgãos, instituições de ensino e pesquisa e entidades do terceiro setor. O objetivo é desenvolver e implementar políticas públicas que ajudem na prevenção e no controle das Doenças Crônicas Não Transmissíveis.

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