Prioridade do 13º salário deve ser o pagamento de dívidas

A primeira parcela do abono deverá ser paga aos trabalhadores até o próximo sábado, 30 de novembro


Tribuna da Bahia, Salvador
23/11/2019 14:04 | Atualizado há 16 dias, 20 horas e 8 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Rayllanna Lima


Com a proximidade do final do ano chega também a liberação do 13º salário, possibilitando aos consumidores os pagamentos de dívidas, bem como a aquisição de novos bens. A primeira parcela do abono deverá ser paga aos trabalhadores até o próximo sábado, 30 de novembro. Já o prazo máximo para a segunda parcela é 20 de dezembro. Para melhor usufruir do benefício, o ideal é priorizar o pagamento de dívidas, segundo a análise de economistas e educadores financeiros.

"A primeira dica é pagar o que está devendo, se estiver devendo. Liquidar parcelamento em cartão de crédito, para evitar cobranças de juros. A maioria das pessoas não raciocina em termos de custo financeiro, não querem saber quanto é o juros. Se atenta apenas sobre o valor da prestação, se cabe no orçamento. E você pagando em juros duas ou três vezes mais o valor do bem adquirido", analisou o economista Carlos Fraga.

E acrescentou: “O crédito rotativo é pior, com juros que podem chegar a 500% ao ano. Não existe nada que consiga chegar a esse tipo de remuneração. Então, é importante ter cuidado para evitar esse tipo de parcelamento”.

Em entrevista à Tribuna da Bahia, o especialista sinalizou o segundo passo após a quitação dos débitos, que seria “reservar alguma parte do dinheiro para fazer uma aplicação em algum tipo de investimento".

Entre as possibilidades ele cita novos mecanismos como os bancos digitais, que oferecem “opções melhores” para o rendimento das poupanças. “É preciso evitar gastar tudo, porque quando chega fevereiro, março, tem a volta das aulas, dos compromissos. Essa reserva será necessária no futuro”, aconselhou.

Educadora financeira, Carmem Viana faz um alerta para os consumidores que não costumam organizar as finanças, mantendo a "falsa sensação" de que pode gastar em dobro porque vai receber em dobro.

"É período de final de ano, de festas, Natal e Réveillon, verão. Todos esses fatores já sugerem um gasto maior. O consumidor está alegre, vai ter ali alguns dias de volta, e acaba gastando por conta. Organizar as finanças é o primeiro passo para melhor aproveitar o décimo terceiro. Primeiro você coloca no papel o montante das dívidas, se houver, destacando as prioridades. Feito isso, separe uma reserva para definir como aplicar no futuro. Plataformas virtuais têm apresentado boas condições de aplicação financeira”, afirmou.

“Se não quiser investir e optar pelo lazer, tudo bem também. Viagens e outras diversões também são investimentos, investimento em si. O trabalhador descansa, reduz o estresse da correria diária, retomando o novo ano com mais energia”, acrescentou.

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