Coluna Adegas &Drink’s (Por Scheila Bulhões) - edição do dia 29/11

Qual deve ser a aparência do bom vinh


Tribuna da Bahia, Salvador
29/11/2019 06:50 | Atualizado há 9 dias, 22 horas e 10 minutos

   
Foto: Reprodução / Google fotos

Todos sabem que a diversidade de tipos, origens e rótulos de vinhos é enorme. Acaba sendo muito fácil se atrapalhar na hora de definir o que é um bom vinho. Aqui listei características que os vinhos de qualidade devem ter:

· Um bom vinho deve ser límpido e sem qualquer partícula sólida depositada no fundo da garrafa, pois a existência dessas partículas indica que o vinho foi mal feito ou já está se deteriorando.

· Um bom vinho deve ter brilho. Os melhores vinhos do mundo, entre suas características, um brilho intenso do líquido, resultado da limpidez e da transparência.

· Um bom vinho dever ter boa transparência. Significa que ele não pode ser turvo, já que isso mostra que ele está deteriorado. Deve ser possível ver o que está do outro lado da taça através do líquido.

· Um bom vinho deve ter viscosidade, ou seja, ele deve aderir um pouco às paredes da taça. Isso demonstra a densidade da bebida. Se não houver densidade, é sinal de pouco corpo. Isso reflete na sensação que a bebida deixa na boa.

· Um bom vinho deve ter cor determinada. Ao se examinar uma taça, pode-se perceber que o líquido é mais claro perto das bordas e mais escuro no centro. A cor deve seguir a indicação primária de cada variedade.

Falando em cor...Nos tintos, a cor vem de componentes químicos pigmentados presentes na casca da uva, os chamados polifenóis. Os dois principais grupos de polifenóis são as antocianinas e os taninos, ambos extraídos durante a vinificação. A quantidade, tonalidade e intensidade da cor do vinho tinto variam de acordo com três fatores principais: a variedade da uva, o grau de maturidade na hora da colheita e o tempo de maceração do líquido com as cascas durante o processo.

As antocianinas são púrpuras, já os taninos por sua vez apresentam nuances âmbar, alaranjadas e amareladas. As antocianinas predominam nos tintos jovens. Por isso, a coloração dos taninos acaba sendo marca de que o vinho é mais maduro. Em outras palavras, à medida em que o tinto envelhece, os toques púrpura (roxos, vermelhos, carmim) das antocianinas vão se dissolvendo, deixando que os tons alaranjados e de cor vermelho tijolo característicos dos taninos prevaleçam.

Para se analisar a cor do vinho, recomenda-se servir não mais do que um terço da bebida em uma taça e incliná-la sobre uma superfície branca (pode até ser sobre um guardanapo, por exemplo), preferencialmente sob a luz, e incliná-lo até que o líquido quase atinja a borda. Dessa forma, é possível enxergar todas as nuances da coloração do vinho.

Os tintos têm sua cor suavizada à medida que envelhecem. Normalmente, a coloração evolui de acordo com a seguinte escala: púrpura/violeta, vermelho-rubi, granada/tijolo, acastanhado. Observa-se também a cor do halo, ou seja, da borda do vinho em si. Em vinhos mais jovens, essa borda tem tons violeta, que evoluem para tons de granada/tijolo com o passar do tempo. Já os brancos, a intensidade da cor tem menor importância do que nos tintos. Os principais aspectos a serem observados são a transparência e o brilho. De qualquer forma, brancos se tornam mais escuros à medida em que envelhecem, passando normalmente pelas seguintes fases: amarelo muito claro, amarelopalha, dourado e âmbar.


*Mande sua contribuição para esse espaço no e-mail bulhoesscheila@gmail.com

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas