Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 2/12

Com direção de peça em Paris esta semana, Sérgio Guedes ativa ponte cultural entre França e Bahia


Tribuna da Bahia, Salvador
02/12/2019 07:00 | Atualizado há 6 dias, 22 horas e 0 minutos

   
Foto: Divulgação

A cena teatral de Salvador nunca mais foi a mesma depois que o ator baiano Sergio Guedes, então no “Grupo de Teatro Valete” fez a histórica interpretação da personagem Solange, na peça “As Criadas” de Jean Genet. O espetáculo chegou a ser levado à França e apresentado no palco da “Universidade de Paris VIII” com o nome, é claro. de “Le Bonnes”. Paris é acidade onde Guedes mora atualmente e encena, como diretor, a partir de quarta, 4, o texto "Khady Demba" de Marie NDiaye autora premiada, negra e francesa.

Sérgio dirige a atriz Corine Miret, conhecida na cena teatral francesa também como produtora, e por peças como “La Revue Éclair” e “Aujourd'hui”. Já o texto encenado faz parte do livro "Trois Femmes Puissantes", ganhador do “Prêmio Goncourt” na França, e já traduzido para o português. Mas, singular também é o espaço da apresentação, o teatro e restaurante “La Scène Thélème”.

Criado pelo magnata e mecenas Jean-Marie Gurné, que já foi o mandachuva da “Nestlé”, é um local da Rue Troyon que tem cardápio estrelado pelo “Michelin”, e pratos que incluem trufas negras e caviar de Ossetra, com preços por pessoa que chegam a R$1,5 mil. Sem incluir as bebidas como no cardápio para o final deste ano. Sergio Guedes divide a residência entre Salvador, onde criava os galgos ingleses Ayô e Ariel, e a França onde costuma se encontrar com intelectuais como a ex ministra francesa da Justiça, Christiane Taubira que aparece com ele na foto.

A nova sensação do tango é francesa como Gardel e vem tocar na Bahia

O grande orgulho da cultura argentina, a música de compasso binário tango, tem como destaque histórico o cantor Carlos Gardel, nascido em Toulouse, na França. Justamente o país onde nasceu a bandoneonista Louise Jallu. Ela chega à Bahia em março e é uma das estrelas da nova edição do festival erudito internacional “Música em Trancoso”, patrocinado pela instituição “Mozarteum Brasileiro” que é comandada pelos condes Sabine Lovatelli e Carlo Lovatelli.

Mais singular impossível a chegada de Louise Jallu à Bahia para apresentação dia 17 de março no espetacular “Teatro L’Occitane”, construído sobre as areias do canyon de Trancoso, a 800 quilômetros de Salvador. A primeira singularidade é o bandoneon, uma espécie de acordeom pequeno, que estica a perder de vista, e apesar de consagrado no Uruguai e toda região do Prata, hoje tem centros de excelência do ensino na Europa. Foi lá que a jovem aprendeu e virou sensação.

A outra singularidade é que em Trancoso Louise Jallu participa da noite “Bossa Nova and Tango Meet Jazz” que inclui até a música “Bahia” de Ary Barroso.

Devoção a Santa Barbara tem procissão, festa e pegada cultural

Grande parte de Salvador se veste de vermelho, a cor de Iansã, nesta quarta feira, 4, para homenagear Santa Bárbara e a orixá que comanda dos raios e trovão. Além da procissão no centro Histórico, e a festa com banquete de Caruru, na rua Baixa de Sapateiros, como todo mundo já sabe, a programação da Arquidiocese inclui também Missa campal às 8h, celebrada pelo capelão da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, padre Jonathan de Jesus da Silva e a novidade, com pegada cultural, programada para amanhã, terça.

É o colóquio, a partir das 3h da tarde, na Igreja Santíssimo Sacramento, da Rua do Passo, com o evento “Origem e expansão da Festa de Santa Bárbara no Centro Histórico de Salvador: fé e tradição religiosa”, conduzido pela historiadora e professora Lucia Góes que é membro do “Instituto Geográfico e Histórico da Bahia”, o “IGHB”. No mesmo local acontece uma missa.

Discriminação da mulher no reduto dos médicos cubanos

Tudo indica que o estilingue e o telhado de vidro mudam de posição de acordo com a plenária no pulsante “Parlamento Feminista da Bahia” que a “Comissão dos Direitos da Mulher” da “Assembléia Legislativa da Bahia, faz na quinta, 5, em Salvador. Pelo menos no caso da deputada cubana Anabel Treto de La Paz, uma das estrelas do evento. Quem imagina que ela só traz elogios sobre o sistema medico de Cuba, pode se preparar para surpresas.

Ela pode contar que mulher estudar medicina em Cuba era proibido. Quando entrou na universidade, com o Abu surdo já resolvido, teve de se contentar em ser minoria no cenário universitário.

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