"Não é a minha pretensão ser candidato em 2022", diz Wagner

O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que não tem a pretensão de ser candidato ao governo da Bahia em 2022


Tribuna da Bahia, Salvador
03/12/2019 06:40 | Atualizado há 7 dias, 5 horas e 8 minutos

   
Foto: Reprodução

Por: Henrique Brinco


O senador Jaques Wagner (PT) afirmou que não tem a pretensão de ser candidato ao governo da Bahia em 2022. O petista disse não concordar com lançamento de nomes antigos no pleito de 2022. Nos bastidores, o nome do petista ganha força por ser consenso no grupo que atualmente faz parte da base do governador Rui Costa (PT).

"Acho que esse é o problema que temos hoje no partido, a carência de formação de novos quadros. Estou fazendo essa luta, essa campanha interna no partido. Citei a ideia de renovação. Éden [Valadares], que tem 38 anos, se lançou [candidato a presidente do PT na Bahia], acho fantástico isso. Outro jovem de 45 anos, Ademário ganhou o diretório municipal, e eu tenho dito que não é minha pretensão ser candidato em 2022, mas disse que se for bem da unidade do grupo, posso colocar meu nome à disposição", disse.

"Ainda aposto que é possível formar. Rui está com aprovação muito boa. Alguém com esse tipo de aprovação tem potencial para fazer o sucessor. Em 2014, quando fiz a sucessão, Rui não era nome conhecido. Coloquei meu nome à disposição para garantir, porque sei que meu nome é uma espécie de fundador, ancião. Mas não acho que é melhor caminho. Pode ser mais fácil. Se a gente ficar nisso, a gente vai ficar dependendo de único nome. Isso é ruim", enfatizou.

Sobre as eleições municipais de 2020, Wagner defende que partido decida o nome do PT para concorrer à prefeitura de Salvador. "Acho que já estamos até atrasados. Estamos com quatro, cinco ou mais nomes. No fim de semana, surgiu a novidade que foi a entrada do ex-ministro Juca Ferreira. Quem tem três, quatro, cinco, acaba não tendo nenhum. Tenho cobrado dos diretórios e das forças políticas que é preciso o partido se organizar".

Atualmente, estão postos os nomes dos deputados federais Nelson Pelegrino e Jorge Solla, dos vereadores Marta Rodrigues, Moisés Rocha e Suíca, da socióloga Vilma Reis, do deputado estadual Robinson Almeida e do ex-ministro da Cultura Juca Ferreira. Fora do PT, mas dentro do grupo aliado de Rui, há nomes como o do Pastor Sargento Isidório (Avante), Bacelar (Podemos), Olívia Santana (PCdoB), Lídice da Mata (PSB) e o presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani (sem partido).

"Na cesta, há muitos nomes, é preciso afunilar", defendeu, frisando que o mais provável é que o PT tenha candidatura própria. Ele também descartou a possibilidade de uma nova candidatura de Pelegrino, já que é o novo secretário de Desenvolvimento Urbano. "Ele assumindo a Secretaria, diria que, de certa forma, é um sinal que ele tem que fazer outro tipo de caminhada”, afirmou. As declarações foram dadas à rádio A Tarde FM.

SEM BRIGA

O ex-ministro da Cultura, Juca Ferreira, negou ter sido demitido através do Twitter pelo prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD). Na noite da última sexta-feira, o gestor mineiro anunciou que o baiano estava fora da Secretaria de Cultura após anunciar que é pré-candidato a prefeitura de Salvador.

"Agradeço a tudo que meu amigo Juca Ferreira fez na cultura de BH. Se é pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo PT, não faz mais parte da nossa equipe. Obrigado por tudo, Juca", escreveu Kalil. O tom usado pelo pessedista chamou a atenção e fomentou comentários de que a demissão não havia sido tranquila. Juca afirmou que houve um diálogo prévio com o prefeito antes da saída da gestão. "Conversamos antes. Está tranquilo", assegurou, para a reportagem. Questionado se houve alguma garantia do PT para abrir mão da secretaria mineira e entrar na disputa pela cabeça da chapa do partido, Juca nega: "Não tenho garantia nenhuma. É mais um desafio".

Compartilhe       

 





 

Notícias Relacionadas