Coluna Boa Terra (Por Valdemir Santana) - Edição do dia 7/12

Sergio Mattos, o baiano caça talentos que descobriu La Bündchen procura new face em Salvador


Tribuna da Bahia, Salvador
07/12/2019 07:10 | Atualizado há 14 dias, 3 horas e 33 minutos

   
Foto: Reprodução

Quando saiu da Bahia, ainda criança, Sérgio Mattos (foto) usou o Rio de Janeiro para conquistar o mundo fashion, tendo Nova York como escala. Descobriu estrelas como a uber model Giselle Bündchen e outros nomes que fascinam muito além da cena fashion como Raica Oliveira, Isabeli Fontana, Daniella Sarahyba, Cauã Reymond, Marcio Garcia e Paulo Zulu. Em trinta anos de mercado, a maior parte como gestor da pulsante agencia “40 Graus Models” sempre procura novos talentos, desta vez em Salvador.

A escala de Sérgio Mattos mais uma vez em Salvador com pauta de caça talentos, está marcada para o domingo, 15, com a “Open Call Bahia”, a partir das 2h da tarde, no “Centro Cultural Ensaio” da Avenida Leovigildo Figueiras, 48. As inscrições são feitas pelo endereço digital “Bahia@40gausmodel.com”. Mas além de garimpar talentos a temporada baiana de Sergio Mattos tem outras novidades.

A principal novidade, depois do “Chamada Aberta”, é o link com a cena cultural. Nada menos que o lançamento do seu livro de poesia no “Instituto Goethe Salvador”, espaço que é uma referência em cultura urbana na Bahia. O livro “Era uma vez um poeta” já foi noticia exclusiva em Boa Terra, na edição de 5 de agosto com a nota “Versos, poesia e desfiles na cena fashion”.

Papo sobre o azul do momento, na noite de glória para a alta decoração

Todo o trade de decoração tem suas estratégias de lançamentos para movimentar o mercado, em geral cada uma mais chique que a outra. Mas quem faz a diferença no estilo e no burburinho da alta decoração na Bahia é a empresária e designer Conceição Queiroz, na festa de encerramento do ano. Desta vez não fugiu à regra e o assunto que bombou foi a nova cor azul, o “Classic Blue”, escolhido como a cor do ano para 2020, pelo “Instituto Pantone”

Momento melhor para discutir o “Classic Blue” que a festa de Conceição Queiroz, impossível. “Na verdade a nova cor do ano já nos tinha sido informado antecipadamente na Bahia pela Sherwin Willians, numa palestra em outubro” contou a arquiteta e designer Celeste Leão, que conversou bastante no evento com a designer de interiores Selma Bandeira, profissional integrante da holding de arquitetura e decoração do arquiteto David Bastos.

O “Instituto Pantone” que existe há meio século em Nova Jersey, é considerado muito mais do que um arbitro em indicação anual para as cores da moda, decoração e artes plásticas. Na verdade é um laboratório que testa a segurança em definir e reproduzir os tons certos para os novos momentos, e também uma questão delicada. Como assegurar ao maior número de pessoas a percepção da cor com acerto. É muito mais do que uma questão ligada a pessoas daltônicas.

Economia forte, grande negócios e mais ficha limpa

Mario Dantas de Carvalho deixa claro o esforço e a estratégia para o empresariado baiano não perder o bonde da historia que traz novos conceitos para ação empresarial.

Ele é o presidente da “Associação Comercial da Bahia”, a entidade de classe empresarial mais antiga do continente, e programou para a segunda, 9, um debate que promete ficar registrado em destaque da instituição.

Junto com a advogada Roberta Carneiro Föppel, diretora regional do “Compliance Women Committee”, o “CWC”, realiza “I Simpósio Contra a Corrupção e pela Promoção da Cultura de Integridade”. É a primeira vez que se reúnem autoridades públicas do executivo e legislativo, órgãos de controle e palestrantes com reconhecimento nacional. O evento faz parte das celebrações pelo “Dia Internacional Contra a Corrupção”. Vale lembrar que o “CWC”, criado há dois anos, é um grupo de mulheres que defendem pautas do empoderamento feminino e da cultura de integridade no ambiente corporativo.

A impressionante Bahia da era imperial em exposição a partir de hoje, no Rio

Mais uma vez o singular “Instituto Moreira Salles” organiza exposição com registro espetacular da cultura baiana. Organização sem fins lucrativos, o “IMS” tem sedes em São Paulo, Poços de Caldas, e no Rio de Janeiro onde a partir de hoje exibe a fabulosa mostra "Marc Ferraz: Território e imagem", organizada para relembrar o fotógrafo considerado excepcional e que se destacou em todos os campos da imagem. ”Sempre em estreito diálogo com a ciência e a tecnologia” como explica o instituto.

O Brasil inteiro pode reivindicar a glória que lhe cabe nos trabalhos que o fotografo carioca começou a fazer sob encomenda do Império Brasileiro e se destacou muito no início da Republica. Mas a Bahia tem registros incomparáveis muito além do Brasil.

Bastava uma das fotos, a “Senhora na liteira com seus escravos”, feita em 1860, em Salvador, para merecer uma tese especial sobre o poder e o estilo em desfile nas ruas desta grande cidade que os portugueses criaram no Atlântico Sul. Difícil garantir quem exibe mais nobreza e altivez. Se os escravos ou a dama, apesar do absurdo do trabalho escravo.

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