Morre aos 96 anos Mãe Tatá de Oxum, ialorixá do Terreiro Casa Branca

Mãe Tatá de Oxum foi a oitava ialorixá do Terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como Casa Branca do Engenho Velho


Tribuna da Bahia, Salvador
08/12/2019 07:00 | Atualizado há 13 dias, 5 horas e 40 minutos

   
Foto: Dadá Jaques/Divulgação

Altamira Cecília dos Santos, a ialorixá Mãe Tatá Oxum Tomilá, do Terreiro Casa Branca, morreu ontem (7), aos 96 anos. Mãe Tatá de Oxum foi a oitava ialorixá do Terreiro Ilê Axé Iyá Nassô Oká, conhecido como Casa Branca do Engenho Velho, e era uma das maiores lideranças do candomblé baiano. Ainda não foram divulgadas informações sobre seu velório e enterro.

De acordo com o Pai Léo, ogan da Casa Branca, ela faleceu em casa, no Engenho Velho de Brotas. A ialorixá estava com alzheimer há cerca de cinco anos, mas Pai Léo conta que mesmo com a doença, ela continuava cumprindo todas as suas obrigações no terreiro. "Mãe Tatá de Oxum representava tudo para nós. Ela tomava conta de todos nós, da Casa e dos orixás. Pra mim, ela era uma pessoa muito importante. Além dela ser a nossa ialorixá, ela era minha irmã de santo. Era amiga, irmã. Era uma pessoa muito boa, simples, humilde, educada. Jamais alterava a voz para falar com ninguém", descreve o ogan.

Neste domingo (8), iria acontecer a festa de Oxum na casa, que agora ficará suspensa, assim como as atividades em geral, pelo período de um ano de luto. Pai Léo relata que agora quem assume são os povos antigos. "Aqui na Casa Branca, temos nosso oluô que nos ajuda: Pai Air José, líder do Pilão de Prata, deve dirigir a gente, junto com os egbomis", conta.

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